Há dois meses, o desabafo do atacante Luighi, do Palmeiras , mobilizou o Brasil, desde autoridades políticas a desportivas. Pelo racismo sofrido na Libertadores Sub-20, o clube alviverde, outras dezenas de equipes e a CBF intensificaram as cobranças à Conmebol por punições mais duras para casos de discriminação. Multas foram aplicadas e um grupo de trabalho criado para desenvolver ações contra o racismo no continente, com Ronaldo e Fatma Samoura, ex-secretária-geral da Fifa, convidados a chefiá-lo. Na prática, porém, nada estrutural saiu do papel até aqui. Cerro Porteño e Palmeiras, protagonistas no episódio da base, voltam a se enfrentar às 21h30 desta quarta-feira, pela quarta rodada da Libertadores, agora profissional, no Estádio Nueva Olla, em Assunção, no Paraguai.
A Conmebol desde então investe em simbolismos, como a exibição da mensagem "Basta de racismo, discriminação e violência", que roda na transmissão segundos antes do apito inicial das partidas na competição. Uma variação da frase utilizada no ano passado: "basta de racismo". Procurada pela reportagem, a Conmebol, através de um de seus assessores, diz que a instituição não é uma entidade antirracismo propriamente, mas que tem ações preventivas. Há um mês, portanto, montou uma força tarefa, formada por ex-atletas, representantes das associações e dos governos, para discutir ações e mudanças em prol do combate ao racismo no futebol sul-americano.
Em termos de punição, o atual regulamento prevê multas, portões fechados e a obrigatoriedade de postar uma mensagem de conscientização, como aconteceu com o Cerro Porteño, além de suspensão quando com atletas ou oficiais. O valor da multa, desde 2022, subiu para 100 mil dólares e até 400 mil dólares em caso de reincidência. O valor pode ser reduzido caso o clube auxilie no processo de investigação. Há pouca clareza, contudo, sobre o que é de fato feito com o dinheiro.
O SUMA tem como propósito oferecer suporte educacional, médico, psicológico, além de incentivar a prática esportiva, e desde abril de 2024 anunciou uma nova etapa: a construção de um centro comunitário em Luque, cidade-sede da Conmebol, no Paraguai. O SUMA, porém, é gerenciado pela própria Conmebol e, apesar de ser financiado por multas que derivam de casos de discriminação, não detalha realizar qualquer tipo de ação de combate ao racismo através dela. O Palmeiras, após o caso de Luighi, em que mobilizou clubes e a Fifa, a quem enviou uma carta pedindo que determinasse à Conmebol a aplicação de punições mais duras no caso, fez campanhas de conscientização nos jogos contra Botafogo e Bahia, pelo Brasileiro.
O episódio de Luighi aconteceu no dia 6 de março, quando o atacante cobrou a Conmebol após ver um torcedor do Cerro Porteño imitando um macaco em sua direção. O caso aconteceu diante da polícia no estádio Gunther Vogel, em San Lorenzo, no Paraguai. Racismo, contudo, não é crime no país, então o Palmeiras não chegou a registrar um boletim de ocorrência – diferente, por exemplo, do que ocorreu no caso contra um segurança do clube, em jogo contra o Mirassol. A Conmebol puniu o Cerro Porteño com uma multa de 50 mil dólares, portões fechados no restante do torneio Sub-20 e a obrigação de postar uma mensagem de conscientização.
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