A ocorrência deste clássico do futebol brasileiro no Mundial de Clubes não era uma atração aguardada antes do torneio começar. Enquanto a classificação do Palmeiras para as oitavas de final não surpreendeu ninguém, a chegada do Botafogo a este estágio foi, sim, um episódio inesperado. Dentro e fora do clube, há quem escolha classificar essa análise como uma afronta ao atual campeão do Brasil e da América, em mais uma aplicação de um discurso motivacional quase tão antigo quanto o próprio futebol. Para desmontá-lo, neste caso, bastaria verificar as possibilidades de uma equipe brasileira – qualquer uma – sobreviver a um grupo com Paris Saint-German e Atlético de Madrid. O fato de o Botafogo ter conseguido é um testemunho do potencial do time e de seu desempenho na fase de grupos do Mundial, capaz de uma façanha absoluta contra o campeão europeu e uma atuação plenamente inteligente contra o conjunto espanhol. Uma amostra que, seria natural imaginar, conduziria o Botafogo a uma posição de ligeiro favoritismo – sempre e apenas no campo teórico, como o torneio tem feito questão de reforçar desde o início – diante do rival doméstico de tantos encontros recentes e uma rivalidade frequentemente mal administrada pelos dirigentes de ambos os clubes. O jogo na Filadélfia, porém, mostrou outra coisa. Uma das vantagens dos trabalhos mais longos no futebol é o lastro de ideias que une comissão técnica e jogadores, a estrada percorrida que permite que um treinador utilize um manual de atuações com maiores chances de ser bem-sucedido. A imagem deixada pelo Palmeiras após as três primeiras partidas foi piorando a cada rodada, mas o jogo deste sábado apresentou um time bem diferente. Abel Ferreira planejou uma marcação agressiva perto da área adversária, não necessariamente para desarmar, mas para forçar o Botafogo a sair jogando da forma que não prefere. Incomodado no trecho inicial, o time dirigido por Renato Paiva se ajustou após a interrupção para hidratação, mas não a ponto de imprimir ao jogo a dinâmica que pretendia. Muita gente se aborrece, mas não deixar jogar também é uma virtude em diversos esportes. No futebol, infelizmente, esse expediente quase sempre supõe um número elevado de faltas e um jogo fracionado, que não flui. Se por um lado o som de duas torcidas brasileiras dominou um amplo estádio americano – uma inegável contribuição do futebol brasileiro ao Mundial –, o campo exibiu um confronto muito menos interessante do que se poderia prever. O segundo tempo teve evidente iniciativa do Palmeiras, com mais volume e clareza no ataque, mas sem a eficiência que Abel tanto pede em suas entrevistas. Na altura da metade da etapa, o caráter eliminatório da ocasião aparentemente estimulou Paiva a um impulso offensivo.
Em termos de risco assumido, no entanto, pouca coisa mudou. Uma das perguntas da prorrogação era se o Palmeiras se penitenciaria por não ter Estevão, substituído no minuto 63 por Luighi. O torneio do jovem fenômeno está distante do que ele prometia, mas suas qualidades individuais poderiam ser precisamente o que o time precisava para desatar o placar a zero. Quem respondeu foi Paulinho. Após cortar para o pé esquerdo, já dentro da área, seu chute rasteiro desviou levemente em Alexander Barboza e passou entre as pernas de Kaio, tirando John – autor de ao menos três defesas importantes – da jogada. O atacante sob rigoroso controle de minutos deixou o jogo pouco depois do gol, com a satisfação por ter estendido a permanência do Palmeiras no Mundial de Clubes.
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Nunca questionei sua técnica e sim a sua condição física em que chegou ao Palmeiras. Joga muito,tem visão de jogo e uns arremates mortais. Pena que ficaremos um tempão sem utilizá-lo, mas quando voltar fará muito sucesso! Tomara que a Leila não faça outro negócio desse jeito, tem que comprar jogadores inteiros!
VERDADE
pelo jogo de hoje já valeu o investimento que o Verdão fez pra trazer o Paulinho e ele ainda vai nos dar muitos mais alegrias como a de hoje podem apostar e calar a boca dos que criticam a diretoria pq acham que trouxe um jogador bixado ... ja muitos aqui falando isso ... vamos ver se vão aparecer agora pra falar que se enganaram ... duvido ... sempre apostei que o Paulinho veio pra ser o cara no Palmeiras