Em maio de 2021, Abel Ferreira enfrentou o desafio da altitude pela primeira vez, em sua estreia no nível elevado do mar durante a competição. Com a bagagem acumulada de seus atletas, ele delineou uma estratégia que seria crucial para garantir a vitória em Quito, Equador. Agora, quatro anos após aquela partida, o Palmeiras retorna ao mesmo estádio, não apenas com mais experiência, mas com um protocolo estruturado que redefine a forma como o clube se prepara para atuar em ambientes de alta altitude.
Ao longo dos últimos anos, muitos clubes têm optado por viajar para Quito pouco antes das partidas, ou até mesmo chegar uma semana antes. O Palmeiras, por outro lado, adotou a estratégia de chegar dois dias antes e realizar um treino no dia anterior ao jogo. Essa abordagem tem como objetivo familiarizar os jogadores com as alterações físicas e as peculiaridades da trajetória da bola em elevadas altitudes. O jogo de hoje contra a LDU acontecerá no Estádio Rodrigo Paz Delgado, que custou cerca de 16 milhões de dólares.
O Palmeiras tem se destacado em jogos de altitude, tendo conquistado quatro vitórias em cinco partidas nessas condições, a única derrota ocorreu contra o Bolívar, em uma partida que envolveu muitos jogadores da base devido à pandemia. Com o tempo, Abel Ferreira aprimorou suas táticas para se adaptar às exigências do jogo em altitude. O lateral-direito Giay observou que o estilo de jogo precisa ser alterado, adotando uma estratégia mais direta e evitando um ataque constante, dado que a falta de oxigênio pode ser bastante limitante.
O Estádio Casa Blanca, onde ocorrerá a partida, está situado a 2.850 metros acima do nível do mar, uma altitude que apresenta desafios consideráveis para o desempenho atlético. A especialista em medicina do esporte, Carla Tavares, explica que a escassez de oxigênio tem um impacto direto na performance dos jogadores, aumentando a frequência cardíaca e respiratória, o que pode levar a uma fadiga mais rápida e dificultar a recuperação entre os sprints. No Palmeiras, estima-se um comprometimento de cerca de 20% na resistência física dos atletas nessas condições.
Com essa consciência, a comissão técnica e o corpo médico do clube têm trabalhado diligentemente para mitigar os efeitos da altitude. A adaptação envolve uma gestão cuidadosa de alimentação, hidratação e regime de medicamentos para reduzir sintomas como fadiga, dores de cabeça e tontura. O jogador Maurício afirmou que a equipe já demonstrou resiliência em jogos anteriores nas alturas e expressou confiança na preparação adotada pelo clube.
"Às vezes são jogos mais diretos, sabe? Sem tanta posse de bola. Também não sempre ir tudo ao ataque, às vezes tem que segurar um pouco. Porque dá para sentir a falta de oxigênio, de correr e não poder recuperar o ar", explica Giay.
"Sabemos que eles são fortes lá e a ideia não vai mudar. Igual a cada fase que a gente joga, é fazer um bom resultado fora e fechar em casa com nossa gente, nosso campo", finaliza Piquerez.
891 visitas - Fonte: ge
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