O Palmeiras decidiu adotar uma postura rígida na defesa de seu fluxo de caixa. Após meses de tentativas de conciliação, a diretoria liderada por Leila Pereira prepara o acionamento jurídico do Fortaleza junto à CBF. O imbróglio financeiro gira em torno de valores residuais da negociação de Breno Lopes e, principalmente, da participação palmeirense na venda de Gustavo Mancha ao futebol europeu.
A Cronologia da Dívida
A situação é clara sob a ótica contratual: o Palmeiras detinha 30% dos direitos de Gustavo Mancha. Quando o Fortaleza vendeu o defensor ao Olympiacos em agosto de 2025 por 4,5 milhões de euros, o Verdão garantiu o direito de receber cerca de R$ 8,3 milhões no rateio.
Atrasos Reincidentes: O Fortaleza já havia atrasado parcelas anteriores, chegando a pagar um montante de 825 mil euros com um mês de atraso.
O Ponto de Ruptura: A terceira parcela, no valor de 225 mil euros, venceu e o Fortaleza, embora já tenha recebido do clube grego, não repassou a parte do Palmeiras.
Tentativas de Acordo e Notificação
O Palmeiras agiu com cautela antes de optar pela judicialização. Em 2 de dezembro, enviou uma notificação oficial dando 10 dias para o acerto. Posteriormente, estendeu o prazo para um mês e chegou a oferecer um novo parcelamento para facilitar o pagamento para o clube cearense. A falta de resposta e a ausência de comunicação por parte do Fortaleza foram interpretadas como um descaso com a gestão financeira e o planejamento do Alviverde para 2026.
Consequências na CNRD
Caso o caso avance na CNRD, o Fortaleza pode sofrer sanções desportivas severas, incluindo o transfer ban (proibição de registrar novos atletas). Para o Palmeiras, recuperar esses valores é crucial para manter o equilíbrio nas contratações e na manutenção da intensidade de investimentos em seu elenco principal.
A diretoria do Verdão aguarda agora os últimos trâmites jurídicos para protocolar a ação, reafirmando que não abrirá mão de nenhum centavo referente às parcerias e ativos desenvolvidos na Academia de Futebol.
Palavras-chave: Palmeiras, Fortaleza, Gustavo Mancha, CNRD, CBF, Dívida de Transferência, Breno Lopes, Mercado da Bola 2026.
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