O Palmeiras apresentou sua defesa em um processo judicial que investiga a responsabilidade pela morte da torcedora Gabriela Anelli Marchiano, que ocorreu nas proximidades do Allianz Parque antes do confronto contra o Flamengo em julho de 2023. A entrada do clube no caso foi motivada por um pedido do Governo de São Paulo, que já é réu em um processo movido pelo irmão da vítima, solicitando a inclusão do Palmeiras como parte responsável.
Na petição enviada à 11ª Vara da Fazenda Pública, o Palmeiras argumenta que não existe fundamento legal para sua responsabilização. O clube enfatiza que o incidente teve lugar em via pública e foi causado por um terceiro que não tinha qualquer ligação com a instituição, o que, segundo sua análise, desqualifica a tentativa de imputar responsabilidades a um ente privado.
O Palmeiras destacou que cumpriu com todas as exigências legais para a realização do evento, proporcionando uma estrutura de segurança adequada, com a presença de 110 seguranças privados e 286 orientadores, conforme as determinações da polícia militar. Além disso, o clube atendeu às recomendações de fechamento de vias nas imediações do estádio, reforçando sua posição de que atuou de forma diligente.
Na perspectiva da defesa, o clube criticou a alegação de que deveria ressarcir o Estado em caso de condenação, considerando-a infundada. Informações obtidas na investigação indicam que a PM reconheceu a organização da segurança e que os conflitos se iniciaram por ação de torcedores, isentando o Palmeiras de qualquer responsabilidade direta.
O irmão da torcedora, Felipe Anelli Marchiano, busca uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais, além de R$ 150 mil em honorários advocatícios. Ele justifica sua reclamação afirmando que faltou segurança efetiva no local, principalmente devido à ausência de um número suficiente de viaturas durante os tumultos.
Gabriela Anelli Marchiano foi ferida no pescoço por fragmentos de uma garrafa de vidro em uma área próxima ao Allianz Parque, horas antes do duelo entre Palmeiras e Flamengo. O investigado, Jonathan Messias Santos da Silva, foi detido e posteriormente condenado a 14 anos de prisão em regime fechado, com base em provas coletadas por câmeras de segurança.
A situação atual reflete um momento delicado na gestão de segurança de eventos esportivos, levantando questões sobre a responsabilidade dos clubes e do Estado em garantir a integridade dos torcedores. O desfecho deste caso pode ter repercussões significativas para futuras regulamentações e práticas na organização de jogos de futebol em São Paulo.
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