O Palmeiras vive um momento de tensão institucional com o pedido de licença de João Carlos Mansur, membro do Conselho Deliberativo e do Conselho de Orientação Fiscal (COF). A decisão, embora apresentada como pessoal, é fruto de uma pressão interna crescente após o nome de Mansur ser associado à Operação Carbono Oculto da Polícia Federal. O afastamento visa blindar a gestão de elenco e a imagem da presidente Leila Pereira, de quem Mansur é um aliado histórico e braço direito em questões financeiras do clube.
A Queda da Reag e as Investigações de Lavagem de Dinheiro
O cenário que motivou a saída temporária de Mansur é complexo e envolve o mercado financeiro nacional:
Fim da Gestora: A Reag, gestora de fundos presidida por Mansur, teve suas atividades encerradas compulsoriamente pelo Banco Central no último mês após denúncias de lavagem de dinheiro.
Esquema com o Banco Master: A PF investiga se Mansur operava um esquema de desvio de recursos em conjunto com o Banco Master, movimentando valores que podem ter impactado investidores de grande porte em todo o Brasil.
Compliance Alviverde: A situação coloca em xeque as regras de conformidade do clube, já que Mansur participava diretamente da fiscalização das contas do Palmeiras no COF.
Impacto na Governança e Sucessão
De acordo com o estatuto palmeirense, as cadeiras de Mansur nos conselhos serão ocupadas por suplentes durante os próximos três meses. Esse movimento garante que a organização tática administrativa do clube não pare, mas deixa uma lacuna de influência:
Votações no COF: Mansur foi um dos mais votados (168 votos) e sua ausência altera o equilíbrio de forças nas análises financeiras do Palmeiras.
Relação com Leila Pereira: A presidente perde, ao menos temporariamente, um intermediador chave em acordos estratégicos e na gestão do Allianz Parque.
Perspectivas Éticas e Próximos Passos
O afastamento de 90 dias pode ser prorrogado, mas o Conselho Deliberativo já discute a possibilidade de processos internos caso a culpa de Mansur seja comprovada. Em um ano de competições intensas, o Palmeiras busca isolar o futebol profissional dessa crise ética, reforçando que o clube colaborará com as autoridades se necessário.
A "Operação Carbono Oculto" promete novos capítulos, e o esporte nacional observa atentamente como o Palmeiras — um dos clubes mais saudáveis financeiramente do país — lidará com um de seus principais fiscalizadores sendo investigado por práticas ilícitas no mercado financeiro.
Palavras-chave: Palmeiras, João Carlos Mansur, Leila Pereira, Operação Carbono Oculto, Polícia Federal, Conselho Deliberativo, Reag, Gestão Financeira.
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