O Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, pode ser o palco de um dos capítulos mais emblemáticos da trajetória de Gustavo Gómez no Palmeiras. Às 20h30 deste domingo (8), o Verdão entra em campo contra o Novorizontino precisando apenas de um empate para garantir o título do Campeonato Paulista 2026. Se a taça subir, o zagueiro paraguaio não apenas levantará mais um troféu como capitão, mas se tornará, de forma isolada, o maior campeão da história do clube.
Atualmente, Gómez ostenta a marca de 12 títulos oficiais com a camisa alviverde. Esse número o coloca em um empate técnico no topo do ranking de vencedores ao lado de companheiros da era atual, como Weverton, Marcos Rocha, Mayke e Dudu, além de ídolos sagrados do passado, como o "Divino" Ademir da Guia e o lendário Junqueira. Uma conquista hoje elevaria o defensor ao seu 13º caneco, isolando-o em uma prateleira onde nenhum outro atleta jamais esteve nos 111 anos de história da instituição.
Desde sua chegada em 2018, Gustavo Gómez transformou a identidade defensiva do Palmeiras. Com regularidade impressionante e liderança nata, o paraguaio tornou-se o braço direito de Abel Ferreira dentro das quatro linhas. Para o treinador, ter Gómez em campo é sinônimo de segurança emocional em finais. "Ele representa o espírito desse elenco", costuma dizer o técnico português. A vantagem de 1 a 0 conquistada na Arena Barueri dá ao xerife a tranquilidade necessária para ditar o ritmo da partida e segurar o ímpeto do Tigre do Vale.
O Novorizontino, jogando em seus domínios, promete uma recepção hostil e um jogo de alta intensidade física para tentar reverter o placar. No entanto, o clima no vestiário palmeirense é de foco total na missão dupla: garantir a hegemonia estadual e imortalizar ainda mais o nome de seu capitão. Para a torcida, ver Gómez erguer a taça no Jorjão será a confirmação definitiva de que estão testemunhando a era do jogador mais vitorioso que já vestiu o manto esmeraldino.
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