A novela que quase tirou Abel Ferreira do Palmeiras ganhou capítulos de "bastidores revelados" nesta quinta-feira (26). Em entrevista concedida ao programa Boleiragem, do SporTV, o diretor de futebol Anderson Barros detalhou quão perto o técnico português esteve de trocar a Academia de Futebol pelo Al-Sadd, do Catar. O dirigente confirmou que Abel chegou a assinar um pré-contrato com o clube árabe no final de 2023, um movimento que gerou um imbróglio jurídico bilionário e exigiu uma engenharia diplomática do Verdão para manter seu comandante no cargo.
Para encerrar o processo movido pela FIFA contra Abel por descumprimento de acordo, o Palmeiras utilizou uma moeda de troca estratégica: a venda do atacante Giovani. O jovem, que já estava nos planos do Al-Sadd, serviu como o fiel da balança para que o clube catari desistisse da cobrança de uma indenização multimilionária contra o treinador. "O Abel teve a dignidade de nos procurar e dizer o que estava acontecendo. Foi um momento de extrema tensão, mas a permanência dele foi o nosso maior 'reforço' para este ciclo", afirmou Barros, que completa sua sétima temporada como o braço direito da presidente Leila Pereira.
Superada a crise diplomática, o foco agora é 100% no gramado. O Palmeiras, líder do Brasileirão com 19 pontos, encerra sua preparação na Data Fifa de olho no duelo contra o Grêmio, na próxima quinta-feira, 2 de abril, às 21h30, na Arena Barueri. Sem Abel à beira do campo (suspenso pelo STJD), a responsabilidade recai sobre João Martins. Para Barros, a coesão do elenco diante dessas pressões externas é o que mantém a intensidade do time no topo. O confronto da 9ª rodada é visto como vital para consolidar a vantagem sobre São Paulo e Fluminense antes da maratona de jogos de abril.
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