O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proferiu, nesta quinta-feira (2), a sentença condenatória contra três membros da torcida organizada Mancha Alviverde pela invasão à Academia de Futebol do Palmeiras, ocorrida em 1º de agosto de 2024. O episódio, que gerou pânico entre funcionários e atletas, foi motivado por cobranças após o revés de 2 a 0 contra o Flamengo na Copa do Brasil daquela temporada.
As Condenações e Penas
O juiz Sérgio Ricardo Duarte tipificou o crime como violação de domicílio qualificada, destacando que o grupo se aproveitou da abertura de um portão de veículos para forçar a entrada no centro de treinamento.
Jorge Luís Sampaio Santos (ex-presidente): Recebeu a pena mais alta, de 8 meses em regime semiaberto. O magistrado negou a substituição por serviços comunitários devido aos antecedentes criminais do réu, que já estava preso desde dezembro de 2024 por envolvimento em um ataque a ônibus da torcida do Cruzeiro.
Felipe Mattos dos Santos: Condenado a 7 meses de detenção.
Thiago Amorim de Melo: Condenado a 7 meses de detenção.
Nota: Para Felipe e Thiago, a pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços à comunidade, cujos detalhes serão definidos na fase de execução.
O Contexto da Invasão
Cerca de 20 torcedores participaram da ação coordenada. Na ocasião, o diretor de futebol Anderson Barros e o gerente de operações do CT prestaram depoimentos fundamentais, relatando que a segurança tentou conter o grupo, mas a superioridade numérica e a agressividade dos manifestantes causaram "clima de apreensão" dentro da Academia.
A defesa dos réus alegou que o portão aberto sugeria "permissão de entrada", tese que foi prontamente rechaçada pelo juiz:
"O fato de o portão estar aberto para a passagem de um veículo não autoriza o ingresso de terceiros estranhos ao local, especialmente em um ambiente de acesso restrito como um Centro de Treinamento profissional", registrou o magistrado na sentença.
Impacto na Relação Clube-Torcida
A condenação é vista como um marco na tentativa de blindagem dos centros de treinamento no Brasil. O Palmeiras, que sob a gestão de Leila Pereira cortou relações oficiais e subsídios à organizada, reforçou a segurança interna desde o ocorrido.
Para Jorge Luís Sampaio, a sentença complica ainda mais sua situação jurídica, já que ele responde por crimes mais graves relacionados ao atentado na Rodovia Fernão Dias, que resultou na morte de um torcedor cruzeirense em outubro de 2024.
Palavras-chave: Palmeiras, Mancha Alviverde, Justiça, Condenação, Academia de Futebol, Jorge Luís Sampaio, Anderson Barros, Segurança no Futebol.
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