A morte de Oscar Schmidt, nesta sexta-feira (17), gerou uma onda de luto e reverência em todo o cenário esportivo. Embora seja lembrado mundialmente pelos recordes olímpicos e pela consagração na Seleção Brasileira, foi na Academia de Futebol (e de basquete) do Palmeiras que o "Mão Santa" deu seus primeiros passos rumo à imortalidade.
O clube alviverde emitiu uma nota oficial lamentando profundamente a perda e recordando com orgulho que o maior pontuador da história das Olimpíadas vestiu a camisa do Verdão no início de sua trajetória.
O Despertar de um Fenômeno (1975-1977)
Oscar chegou ao Palmeiras ainda adolescente e não demorou a mostrar que sua leitura de jogo e pontaria eram fora do comum:
A Estreia: No dia 30 de agosto de 1975, com apenas 17 anos, Oscar marcava seus primeiros pontos como profissional em uma partida do Campeonato Brasileiro.
Títulos Paulistas: Sob o comando do lendário Cláudio Mortari, Schmidt foi peça-chave na conquista do Campeonato Adulto da Grande São Paulo e do Paulistão de 1976.
O Primeiro Brasileiro: Em 1977, Oscar liderou o Palmeiras na conquista de seu primeiro título de campeão brasileiro de basquete, vencendo o Flamengo na final.
A Marca de um Vencedor
A passagem de Oscar pelo Palmeiras encerrou-se em 1978, mas os números já indicavam que ele seria imparável. Em sua última final pelo clube, anotou 20 pontos, confirmando o status de estrela ascendente. Sua trajetória no Palestra Italia serviu de base para que ele se tornasse:
Maior Cestinha Olímpico: 1.093 pontos em cinco edições dos Jogos.
Membro do Hall da Fama: Reconhecido pela NBA como um dos maiores jogadores de todos os tempos, mesmo sem ter atuado na liga.
Exemplo de Superação: Além das Quadras
O Palmeiras destacou em sua nota que a ligação com Oscar ia além dos títulos. O ex-atleta, que lutava contra um câncer no cérebro desde 2011, tornou-se um símbolo de perseverança e coragem. Sua determinação em enfrentar a doença com otimismo inspirou não apenas atletas, mas toda a sociedade brasileira.
"Oscar Schmidt é a personificação do amor ao jogo. O Palmeiras se orgulha de ter sido o solo onde essa lenda floresceu. Nossos sentimentos à família, à esposa Maria Cristina e aos filhos Filipe e Stephanie", declarou o clube em suas redes sociais.
Homenagens no Allianz Parque
A expectativa é que o Palmeiras realize um minuto de silêncio e outras homenagens póstumas durante o jogo deste domingo contra o Athletico-PR, pelo Campeonato Brasileiro de futebol. A união entre basquete e futebol neste momento de dor reforça o tamanho de Oscar: um ídolo que ultrapassou as fronteiras das quadras para se tornar um patrimônio da cultura brasileira.
O legado de Oscar Schmidt, o "Mão Santa" que começou alviverde, permanecerá vivo em cada arremesso e em cada coração palmeirense.
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