O embate entre Palmeiras e Flamengo ganhou novos contornos de ironia e tensão nos bastidores. A presidente alviverde, Leila Pereira, não deixou passar o recente anúncio de que a gestão Fla-Flu fechou um acordo para realizar grandes espetáculos no Maracanã. Em entrevista ao podcast oficial do clube, Leila resgatou falas antigas de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, para devolver as críticas sobre o uso do Allianz Parque como arena multiuso.
"Será que o Flamengo está querendo largar o futebol e vai virar casa de espetáculo?", disparou a mandatária. O comentário é uma resposta direta a uma declaração de dezembro, quando Bap afirmou que clubes que visam lucro com shows deveriam "sair do futebol". Com o acordo travado para os próximos cinco anos com a empresa "30e", o Maracanã seguirá um modelo similar ao estádio palmeirense, o que motivou o deboche de Leila, que ainda recomendou: "Oriento a botar gramado sintético. É a melhor coisa".
A discussão subiu de tom quando o assunto migrou para o conflito de interesses. Leila Pereira reagiu às insinuações de Bap sobre o empréstimo de R$ 80 milhões feito por sua empresa ao Vasco. O presidente flamenguista havia sugerido que o movimento indicava uma tentativa de compra da SAF cruz-maltina. "Não estou comprando o Vasco", confirmou ela, devolvendo a provocação ao questionar a sociedade entre Flamengo e Fluminense na administração do estádio carioca.
Para a presidente do Palmeiras, o fato de dois rivais que disputam o mesmo campeonato serem sócios em um estádio — e chegarem a assinar cartas conjuntas para alterar datas de jogos na CBF — é, no mínimo, "esquisito". O impasse entre os dirigentes reflete a rivalidade que transborda as quatro linhas, onde cada detalhe, do gramado de "plástico" aos acordos comerciais, vira munição em uma guerra de narrativas que parece longe do fim.
252 visitas - Fonte: -