O Palmeiras entra em campo nesta quarta-feira, em Londrina, com uma missão que vai além de carimbar o passaporte para as oitavas da Copa do Brasil. Com a vantagem confortável de 3 a 0 construída na ida, o técnico Abel Ferreira confirma um time altamente modificado, transformando o duelo em um verdadeiro "teste de fogo" para sete jogadores que buscam retomar o protagonismo nos bastidores da Academia de Futebol.
O cenário de rodízio não é apenas estratégico, mas forçado por um impasse médico. Abel admite as baixas de peso: Bruno Fuchs, Andreas Pereira, Vitor Roque, Piquerez e Arthur estão no DM, enquanto Paulinho foi poupado por desgaste. É nesse vácuo que nomes como Jefté tentam reagir; o lateral-esquerdo, que falhou no último jogo do Brasileirão, cobra de si mesmo uma atuação segura para provar que pode ser o herdeiro imediato da posição.
No meio-campo e ataque, a disputa ferve. Emiliano Martínez e o jovem Luis Pacheco ganham fôlego na hierarquia, enquanto Felipe Anderson — hoje reserva — tenta reeditar a boa atuação da ida para mostrar que o status de "suplente de luxo" é temporário. Há ainda a dúvida tática entre Mauricio e Ramón Sosa, um duelo que dispara a competitividade sadia no setor ofensivo.
Em jogo está a manutenção da invencibilidade de 15 partidas e a consolidação de um elenco que precisará de profundidade para o restante de 2026. A provável escalação com Carlos Miguel; Khellven, Gómez, Murilo e Jefté; Emiliano Martínez, Lucas Evangelista, Felipe Anderson e Arias; Sosa e Mauricio (ou Flaco López) desenha um Palmeiras que, mesmo alternativo, desafia o Jacuipense a quebrar a solidez do líder do Brasileiro. Para os garotos Benedetti, Erick Belé e Riquelme Fillipi, que deixaram o Sub-20 para viajar com o profissional, o banco de reservas pode ser o início de uma nova história no Allianz Parque.
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