Estádio de futebol à noite iluminado por refletores fortes, com o campo verde ao centro e arquibancadas cheias de torcedores.
Messi redefine salários na MLS e transforma Inter Miami em potência global
A divulgação dos salários da temporada 2026 pela Associação de Jogadores da MLS (MLSPA) reforçou uma realidade que já se tornou estrutural no futebol norte-americano: Lionel Messi ocupa uma dimensão econômica sem precedentes na liga. Com uma compensação garantida de US$ 28,3 milhões anuais e um salário-base de US$ 25 milhões, o argentino não apenas lidera o ranking salarial pelo terceiro ano consecutivo como concentra em torno de si um fenômeno financeiro que alterou os fundamentos comerciais da MLS.
O salário que supera quase toda a liga
O atacante recebe mais que o dobro de qualquer outro jogador da competição. O segundo colocado no ranking é o sul-coreano Son Heung-min, do LAFC, com US$ 11,1 milhões anuais. A folha salarial do Inter Miami, de US$ 54,6 milhões, supera em mais de US$ 20 milhões a do LAFC, segundo colocado com US$ 32,7 milhões, e equivale a quase cinco vezes o menor orçamento da liga.
Plataformas especializadas acompanham o impacto
A presença de Messi mudou profundamente a forma como torcedores e analistas acompanham os jogos do Inter Miami. O interesse por estatísticas de desempenho, projeções de partidas e análises de mercados de apostas da MLS cresceu de forma exponencial desde 2023. Quem busca acompanhar esse cenário em detalhe pode consultar informações em plataformas especializadas em casas de apostas, que reúnem comparativos e ferramentas analíticas voltadas ao futebol norte-americano.
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Como a MLS lida com salários milionários
A MLS opera com mecanismos rígidos de controle financeiro, incluindo um teto salarial fixado em US$ 6,425 milhões por time em 2026. A Regra do Jogador Designado, criada em 2007, permite que cada clube contrate até três atletas cujos vencimentos ultrapassem esse limite. Messi se tornou a exceção máxima dentro desse modelo, com compensação cerca de 41 vezes superior ao jogador mediano da competição.
Muito além do contrato oficial
Os números oficiais capturam apenas uma fração dos ganhos de Messi vinculados ao Inter Miami. O co-proprietário do clube, Jorge Mas, revelou em março de 2026 que os rendimentos totais do argentino giram entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões anuais, quando considerados todos os acordos paralelos ao contrato com a MLS.
A estrutura de remuneração vai muito além do que aparece na guia salarial da MLSPA: patrocínios pessoais com Adidas, Anheuser-Busch e Hard Rock International, participação em receitas da Apple TV, direitos de imagem e opção de adquirir participação acionária no Inter Miami após a aposentadoria. Segundo a Sports Illustrated, os ganhos totais de Messi chegaram a aproximadamente US$ 135 milhões em 2025.
Essa assimetria reacende debates sobre competitividade e distribuição de recursos, mas também ilustra como a expansão da MLS nos Estados Unidos se apoia na atração de estrelas globais para acelerar o crescimento de audiência e de receita.
O impacto esportivo nos Estados Unidos
Em campo, os números de Messi sustentam o investimento. O argentino acumula 59 gols em 64 jogos da temporada regular com o Miami, liderou a liga com 29 gols em 2025 e foi eleito MVP pelo segundo ano consecutivo. Em outubro de 2025, assinou uma extensão contratual até 2028 e, em seguida, conduziu o time ao seu primeiro título da MLS Cup.
Os recordes de público reforçam a narrativa. Quatro dos dez maiores públicos da história da MLS envolvem o Inter Miami, sendo três deles registrados apenas em 2026. Segundo dados da MLS, a primeira rodada da temporada 2026 registrou público combinado recorde, impulsionada pelo duelo entre Messi e Son em Los Angeles, com multidões superiores a 70 mil pessoas.
Messi muda a percepção mundial sobre a MLS
O Inter Miami alcançou avaliação de US$ 1,45 bilhão em 2026, segundo a Sportico, um aumento de 22% em relação ao ano anterior, passando a ser a franquia mais valiosa da liga. Antes da chegada de Messi, o clube era avaliado em US$ 585 milhões. A receita projetada para 2026 é de US$ 250 milhões, número sem paralelo na MLS.
Xavier Asensi, presidente de operações de negócios do Inter Miami, sintetizou a transformação em uma frase marcante: "agora estamos falando de interesse global; agora é futebol, não soccer". A declaração captura a mudança de percepção que Messi impôs ao futebol nos Estados Unidos.
A influência do argentino, aos 38 anos e às vésperas de sua sexta Copa do Mundo, já não se mede apenas em gols ou troféus. Messi alterou padrões salariais, expectativas comerciais e a própria maneira como o mundo enxerga a MLS, consolidando o Inter Miami como um dos clubes mais discutidos do planeta.
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