A geopolítica do futebol brasileiro sofreu um forte abalo sísmico na manhã deste sábado. José Roberto Lamacchia, fundador da Crefisa e conselheiro influente do Palmeiras, quebrou o silêncio humano e confirma que o seu filho, Marcos Lamacchia, selou o acordo definitivo para a compra da SAF do Vasco. O empresário de 83 anos atua como o avalista rústico de uma transação avaliada em R$ 2 bilhões, mas o negócio vive um nítido impasse. Em tom bélico, o patriarca avisa que a dinastia Lamacchia só colocará o dinheiro no Rio de Janeiro se o ex-jogador Pedrinho for o mandatário absoluto do futebol.
A revelação joga uma pressão asfixiante sobre o Tribunal de Justiça fluminense, que afastou o ex-comentarista do comando administrativo do clube. Lamacchia admite estar chocado com as manobras de conselheiros tradicionais e expôs, nome por nome, as lideranças políticas que tentam travar o processo nos bastidores para manter benesses e cargos. "Se o Pedrinho sair, o investidor cai fora na mesma hora. Meu filho não é um fundo que visa lucro imediato; ele se inspirou no sucesso da Leila no Palmeiras e quer ver o Vasco no topo da América do Sul. Tudo o que for arrecadado será integralmente reinvestido em contratações", disparou o empresário.
O ríspido tabuleiro de xadrez corporativo também ganhou contornos de rivalidade carioca. Ao ser questionado sobre as declarações de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, que levantou suspeitas sobre conflito de interesses devido aos laços dos Lamacchia com o Palmeiras, o magnata reage de forma ríspida e passa o trator. "Ele deveria cuidar do Flamengo, que já tem problemas demais, e não ficar dando palpite no que não é da conta dele. Vá tomar conta do seu clube e não enche o saco", espetou o conselheiro alviverde, assegurando que o parecer jurídico de seus advogados aponta risco zero de irregularidade, já que seu filho é legalmente enteado de Leila Pereira.
Para a torcida do Palmeiras, o trecho mais impactante dos bastidores humanos da entrevista recai sobre o futuro da atual mandatária do Verdão. Lamacchia revelou que Leila comanda a Academia de Futebol com 200% de dedicação, impondo sua vontade rústica para blindar o clube, mas indicou que a história pode mudar drasticamente após o fim do mandato presidencial em São Paulo. Desvinculada de qualquer amarra com o Alviverde, a empresária teria o caminho livre para migrar de projeto. "Ela quer comprar um clube quebrado no futuro. Ela pode sim ajudar o Vasco e assumir um cargo por lá, mas isso são coisas para o amanhã", concluiu, deixando evidente que a engrenagem bilionária do futebol nacional está completamente sob o controle de suas canetadas.
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