A pressão sobre Abel Ferreira no Palmeiras é real e não pode ser ignorada. O torcedor se acostumou a vitórias e títulos, elevando naturalmente a régua de exigência. Qualquer resultado abaixo da expectativa passou a ser analisado com muito mais rigor, e isso gera um ambiente de cobrança constante.
É importante, porém, separar a vida real da internet. Perfis em redes sociais pedindo a saída do treinador não representam necessariamente a maioria da torcida e tampouco determinam os rumos do clube. Uma postagem viral pode gerar barulho, mas não significa pressão institucional. Já manifestações de organizadas, como a Mancha Verde, têm outro peso, mas também variam conforme o contexto: já houve momentos de confronto e de apoio ao técnico.
O que existe é um acúmulo de frustração. Depois de tantas conquistas, temporadas sem determinados títulos passaram a ser vistas como fracasso por parte da torcida. Essa exigência não é nova: historicamente, o palmeirense sempre foi crítico, como lembrava Luiz Felipe Scolari ao citar a “turma do amendoim”. A diferença é que, após tantos troféus, a cobrança ganhou dimensão ainda maior.
Hoje, não basta ganhar: é preciso convencer, disputar até o fim e, muitas vezes, conquistar mais de uma competição na mesma temporada. Se o Palmeiras perder o Brasileirão, haverá quem diga que o título escapou; se cair na Libertadores, a cobrança será ainda mais intensa. É consequência direta de ter colocado o clube em um patamar esportivo elevado.
Abel precisa ser cobrado, mas não pode virar o culpado por tudo. Questionar decisões é legítimo, mas transformar cada derrota em prova de que o ciclo acabou ignora o que foi construído. O Palmeiras precisa encontrar equilíbrio: se a diretoria entende que Abel ainda é o nome certo, deve sustentá-lo; se decidir mudar, precisa assumir a escolha. O que não pode é ser conduzido pela pressão de redes sociais ou de uma parcela barulhenta da torcida.
Parte da pressão é fruto do próprio sucesso. O clube se acostumou a disputar títulos e criou uma expectativa gigantesca. Cobrar faz parte do futebol; transformar cada tropeço em crise definitiva, porém, ameaça justamente uma das maiores virtudes que o Palmeiras construiu nos últimos anos: a estabilidade.
714 visitas - Fonte: Verdão Web
Meu Deus! Como temos fanáticos abelistas neste precioso espaço! kkkk
corrigindo: Não rende com 3 zagueiros!
Escrevo, que desde 2025 deveria ser demitido! Ganhou muitos títulos? Sim!Recebeu muitos $$ por isso? Sim, mas em 25, campanha ridícula! Em 26, só um paulista e com dificuldades,contra um time pequeno! O que vimos até hj? Um time confuso, que não rende no 4,3,3!Demissão, seria a melhor solução?Sim! Pq?Abel aprovou: C.Miguel, Barbosa,Giay, Kelvin, Emiliano e outros perebas! Até um cego vê que o time não está rendendo,por conta do esquema! Ele e + 5 cegos aprovaram esses reforços! Barros, cadê vc??