O Palmeiras atravessa um momento de transição desde a pausa para a Copa do Mundo, apresentando uma queda significativa em seu desempenho. Após um primeiro semestre de domínio, quando registrou 75% de aproveitamento, a equipe acumulou apenas 45% nas oito partidas realizadas após a retomada das competições. A diferença expressiva nos resultados reflete uma reestruturação tática e organizacional que ainda requer ajustes.
No período pós-Copa, o Verdão conquistou três vitórias, dois empates e sofreu três derrotas. A média de gols sofridos, que era de 0,73 por partida, subiu para 1,2, preocupando a comissão técnica. Abel Ferreira reconhece a necessidade de adequação na formação com três zagueiros, atribuída a fatores como falta de entrosamento e desfalques corriqueiros.
Apesar das fragilidades na defesa, o ataque tem se mostrado produtivo, com uma média de dois gols por jogo. Para o confronto decisivo contra o Cerro Porteño na Libertadores, o treinador terá à disposição os cinco zagueiros do elenco, o que pode ser um fator crucial para melhorar a solidez defensiva da equipe. O embate está marcado para esta quarta-feira, às 19h, na Nueva Olla, em Assunção, onde um triunfo é imprescindível para garantir a classificação.
A atual situação do Palmeiras no Campeonato Brasileiro também requer atenção, uma vez que a vantagem na liderança caiu para apenas três pontos. A pressão por resultados positivos é intensa, e o avanço na Libertadores pode trazer a tranquilidade necessária para retomar o foco nas competições domesticas. O time precisa se reerguer e mostrar respostas efetivas começando pela decisiva partida na quarta-feira.
Um dado que pode favorecer o Verdão é seu desempenho fora de casa na Libertadores, onde permanece invicto com uma vitória e dois empates, um deles justamente no local do confronto decisivo. Este histórico recente oferece um certo otimismo para a equipe, que busca restaurar sua confiança e competitividade ante as dificuldades enfrentadas nas últimas rodadas.
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