A banda Muse se apresenta no Allianz Parque no próximo sábado
Depois de sair em desvantagem no confronto de ida da semifinal da Copa do Brasil, contra o Fluminense, o Palmeiras confia em sua força no Allianz Parque para reverter a derrota de 2 a 1. Até o início da semana, não estava definido, no entanto, se contaria com a sua casa para isso. Uma situação decorrente dos shows que o estádio receberá no fim de semana e que farão o time alviverde receber o Sport no Pacaembu, no próximo domingo.
Essa será a segunda vez que a equipe terá de deixar a arena neste ano.
No último dia 19 de setembro, o cantor britânico Rod Stewart realizou show no Allianz e o Palmeiras se 'abrigou' também no Pacaembu para vencer o Grêmio por 3 a 2, diante de 21.257 torcedores
No próximo sábado, será a vez da banda Muse se apresentar no palco e, no domingo, a cantora Ariana Grande. Existia entre a comissão técnica a preocupação com o estado do gramado após os eventos. A CBF confirmou o confronto de volta entre Palmeiras e Flu no estádio, contudo.
O gerente geral da arena, Alexandre Costa, minimiza uma eventual insatisfação do clube.
"Para a questão dos shows e dos jogos, o calendário (brasileiro) é difícil, muito difícil, mas não dá para escolher só a parte cheia do copo, né? Quando você fecha uma parceria para a construção de uma arena, em que o investidor investe na área e faz um contrato em que você vai cuidar da sua receita, o seu turnover é a partir da realização de outros eventos que não o futebol", explicou Costa, durante o 3º Fórum de Gestão de Estádios e Arenas, em São Paulo.
"Quando (você) se casa, tem que saber com que se casou e o que é a vida de casado. Não pode ser só a parte cheia do copo. Existem algumas condições, o Palmeiras, no caso, obviamente precisa da arena para jogar e a nossa prioridade é ter a arena sempre disponível, mas existe necessidade de outros eventos. O que tentamos fazer é ter essa agenda (de shows) programada o mais antecipadamente possível para encontrar a melhor solução, porém, é de fato uma situação complicada", prosseguiu.
Para uma melhor sintonia com a diretoria palmeirense, uma das dificuldades, segundo o executivo, é o calendário brasileiro.
"Esse é um ponto importante. O calendário brasileiro é complicado, poucos países no mundo têm tantos jogos como no Brasil. Na minha opinião, passar quatro meses com estadual é uma perda de tempo comercial. Depois faça um Brasileiro super interessante, mas faça sem correr, jogar domingo, quarta, domingo, quarta, com o time viajando entre Porto Alegre, Recife e São Paulo, é uma loucura. Respeito os estaduais, mas se o Brasil quiser estar ao lado do Inglês e do Espanhol, o calendário tem de ser revisto", concluiu.
O palco para os shows do fim de semana começou a ser montado na arena palestrina, na última segunda-feira.
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