O Palmeiras sofreu, mas conseguiu garantir nos pênaltis uma vaga nas finais da Copa do Brasil ao bater o Fluminense nesta quarta-feira (28). Apesar da classificação, entretanto, o alviverde voltou a apresentar os mesmos problemas, principalmente na saída de bola no meio campo. Para encarar o Santos , que atropelou o São Paulo no Morumbi e na Vila Belmiro, o técnico Marcelo Oliveira terá algumas "lições de casa" para resolver.
1) Melhorar a qualidade dos passes
Contra o Fluminense, o Palmeiras acertou apenas 183 passes contra 329 do adversário. O alviverde também errou 20% dos passes tentados, contra apenas 12% do Flu – números do Footstats. A pouca posse de bola e baixa precisão nos passes têm sido uma marca do time de Marcelo Oliveira e precisa ser corrigida para a final contra o Santos, um time letal nos contra-ataques rápidos quando o adversário comete erros na frente.
Atualmente, o Palmeiras é o vice-líder em passes errados no Brasileiro e apenas o 13º colocado em passes certos – erra 13% dos passes, em média. O Santos é o time que menos erra passes no país, e tem índice de acerto de 93% no fundamento.
2) Achar o meio-campo ideal e preservar as peças chave
O Palmeiras foi dois nesta quarta: um no primeiro tempo, pressionando o adversário e buscando o gol, e outro no segundo, errando passes, tentando lançamentos longos e sendo acuado. Boa parte disso se deve à saída de Robinho, que comandou o meio alviverde enquanto esteve em campo.
Zé Roberto, Arouca e o próprio Robinho são pilares do meio-campo palmeirense que sofreram com lesões recentemente. O volante voltou a treinar com bola e deve ter condições de jogo na final. Marcelo Oliveira também ganhará nos próximos dias Cleiton Xavier. A missão do treinador é formar o meio-campo ideal e evitar novas lesões até o confronto decisivo contra o Santos.
3) Manter o ritmo no segundo tempo
Aconteceu contra o Internacional, nas quartas de final, e novamente contra o Fluminense. Depois de um excelente primeiro tempo, o Palmeiras caiu muito no segundo e por pouco não viu escapar a classificação. Na Copa do Brasil, dos 12 gols sofridos, oito foram na segunda etapa – 66%. Cinco deles ocorreram nos 30 minutos finais da partida.
Contra o Santos, um time com jogadores jovens e rápidos no ataque, uma queda de produção nos minutos finais pode custar um resultado.
O Palmeiras terá um laboratório da final da Copa do Brasil neste domingo (01), quando encara o Santos, na Vila Belmiro – desta vez pelo Campeonato Brasileiro.
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