Meias brancas voltam em decisões e reforçam superstição palmeirense

30/10/2015 11:27

Meias brancas voltam em decisões e reforçam superstição palmeirense

Meias brancas voltam em decisões e reforçam superstição palmeirense

Em 1976, no Paulista contra o XV de Piracicaba, o clube usou meia branca



O presidente Paulo Nobre tentou fazer o Palmeiras vestir camisas verdes, calções brancos e meias brancas na semifinal do Paulistão, contra o Corinthians, em abril. Não conseguiu, porque o trio de arbitragem considerou que ficariam semelhantes os uniformes de meias brancas dos dois times. Contra o Fluminense, quarta-feira passada, ele conseguiu. Ninguém dirá que foi por recomendação expressa do presidente, mas a decisão passou por ele.



Tanto com meias verdes, em Itaquera, quanto com as brancas, contra o Flu, o Palmeiras foi para os pênaltis e venceu as duas semifinais, na estadual e na nacional.



Apesar disso, as meias brancas vitoriosas na Copa do Brasil reforçam uma antiga superstição palmeirense. No painel fotográfico, as fotos das partidas decisivas de 1974 a 2012 indicam a preferência pela meia branca sempre que há chance de título.



Há exceções.



O título paulista de 1996, conquistado contra o Santos, da Libertadores de 1999, contra o Deportivo Cáli, e o último, contra o Coritiba, na Copa do Brasil de 2012, foram conquistados com meias verdes.



A superstição começou em 1993, quando Vanderlei Luxemburgo recebeu, do pai-de-santo Robério de Ogum, a recomendação de repetir a vestimenta da decisão paulista de 1976. Era a última taça alvivede antes da fila e conquistada contra o XV de Piracicaba com camisas verdes, calções e meias brancas.



Luxemburgo aceitou a sugestão e o Palmeiras jogou de meias brancas contra o Corinthians. Venceu por 4 x 0.



A partir daí, as fotos confirmam o uso do branco nas decisões do Brasileirão de 1993 e de 1994, do Paulistão de 1994, da Copa do Brasil de 1998 e do Paulistão de 2008, todos de camisas verdes, calções brancos e meias brancas.



Historicamente, o Palmeiras preferiu e conquistou títulos com camisas verdes, calções brancos e meias verdes. A Libertadores de 1999 e o Paulistão de 1974 são exemplos disso. Antes, o Paulista de 1972, o Brasileiro de 1973, o Supercampeonato em 1959… Sempre com meia verde. Em 1954, o antigo presidente Paschoal Giuliano mandou a equipe entrar em campo na decisão do campeonato contra o Corinthians com camisas azuis. Conta-se que também foi recomendação de um pai-de-santo. O Palmeiras empatou o jogo por 1 x 1 e perdeu o campeonato para o rival.



“Se macumba ganhasse jogo o Campeonato Baiano terminaria empatado'', dizia o filósofo do futebol Neném Prancha.



Mas vai entender…



Contra o Santos, na final do Campeonato Paulista, o Palmeiras venceu o primeiro jogo de camisas verdes, calções e meias brancas. Perdeu o segundo, todo de verde, para contrastar com o uniforme alvo do dono da casa. Na final da Copa do Brasil, o time jogará todo de verde na Vila Belmiro e decidirá em casa com camisas verdes e calções brancos. As meias? Depende do presidente Paulo Nobre.





A meia branca foi usada durante o Paulistão de 1993





No Brasileiro, o Palmeiras usou o branco na conquista de 1993





No Paulista de 1994, o título veio de branco





Naquele mesmo ano, o meião branco foi mantido no Brasileiro de 1994





Uma das exceções é a Libertadores de 1999, quando venceu o Deportivo Cali com meia verde





Palmeiras contra o Cruzeiro na Copa do Brasil de 1998





Palmeiras foi campeão do Paulistão de 2008 após vencer a Ponte Preta por 5 a 0





Em seu último título, na Copa do Brasil, Palmeiras usou verde ao derrotar o Coritiba




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