Paulo Nobre decidiu mudar entrega de ingressos a cartolas (Djalma Vassão/Gazeta Press)
A quarta-feira foi de protestos no Palmeiras. E a fúria dos conselheiros que compareceram ao Palestra Itália não teve a ver com o desempenho modesto do time na temporada ou com o mau momento do técnico Marcelo Oliveira. Todas as cornetadas estavam voltadas para a nova diretriz sobre a concessão de ingressos, alterada pelo presidente Paulo Nobre.
Até a semana passada, cada conselheiro tinha direito a um ingresso gratuito, um deles com desconto de 50%, além de dois com preço normal, porém sem a necessidade de filas. Bastava ir até o clube e retirá-los.
Agora, o conselheiro precisa aderir ao Avanti, programa de sócios-torcedores, para ter direito à entrada gratuita e ao ingresso pela metade do preço. “Todo mundo ficou revoltado, porque tem de adquirir via internet, concorrendo com milhares de outros torcedores”, reclama o conselheiro Ricardo Pisani. “Dizem que o ingresso está garantido, mas não é assim.”
Para aumentar a irritação dos membros do Conselho Deliberativo, a garantia dos dois ingressos pelo preço cheio só valerá para aqueles que aderirem a um plano com custo mensal de R$ 15. “O Paulo só está se esquecendo de que tem eleição no fim do ano. Ele pode precisar do Conselho Deliberativo”, adverte Pisani. Os protestos de ontem têm ligação com a dificuldade dos cartolas em conseguir as entradas para o clássico de sábado, contra o Santos.
Comodidade:
Se o Palmeiras está acabando com a facilidade dos conselheiros, o Tricolor faz o oposto. Ontem, contra o Strongest, cada cartola tinha direito a dois ingressos de graça e transporte até o Pacaembu.
Na conta:
O Palmeiras cumpriu a promessa e depositou a primeira parcela do prêmio pelo título da Copa do Brasil. Os jogadores que têm direito a um bicho maior, de R$ 250 mil, receberão tudo em cinco vezes.
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