Jogador praticou judô na infância e vibrou com ouro (Foto: César Greco / Ag. Palmeiras / Divulgação)
Revelado pelas categorias de base do Palmeiras e titular na ausência de Edu Dracena, que se recupera de entorse no tornozelo, Thiago Martins tem outro esporte de coração além do futebol: o judô. Por isso, assistir à conquista de Rafaela Silva, medalhista de ouro na categoria até 57kg, foi inspirador para o zagueiro.
Além de ter praticado a arte marcial na infância, ele tem na família alguém ainda mais ligado ao judô. O pai, Denis, é faixa preta no esporte.
– Eu acompanho. Está passando em todo lugar, não tem nem como. Assisti à luta do judô porque eu já lutei, meu pai já lutou, é faixa preta, tenho um carinho especial. Vi que a Rafaela Silva pegou ouro, tem uma outra que vai lutar agora à tarde. Todo brasileiro está torcendo e querendo que o Brasil ganhe medalhas para subir no ranking – contou, nesta terça-feira.
Atualmente com 21 anos, Thiago Martins lembrou a trajetória de superação de Rafaela Silva até o ouro olímpico. A desclassificação por um golpe ilegal nos Jogos de Londres, em 2012, as ofensas racistas, até o início da volta por cima com o título mundial há três anos. O zagueiro espera chegar tão alto quanto a judoca.
– O que ela passou na Olimpíada lá atrás, o que aconteceu com ela. Ganhou o Mundial, sofreu racismo. Ficamos tristes, sabemos que não pode acontecer. Em 2016 ainda está acontecendo. Buscamos superar a cada dia o que passamos lá atrás para melhorar e, se Deus quiser, um dia disputar uma Olimpíada, um Mundial, sair com a vitória igual a ela. Fico feliz por ela, por tudo o que passou. Buscamos algo a mais dentro da gente – falou.
O Palmeiras enviou quatro atletas para representar o clube na Olimpíada deste ano. Além do goleiro Fernando Prass, que lesionou o cotovelo direito e teve de ser cortado da Seleção, o Verdão ainda tem nos Jogos o atacante Gabriel Jesus, a mesatenista Gui Lin e a atleta do tiro com arco, Sarah Nikitin.
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