A ansiedade da torcida do Palmeiras pelo fim do Campeonato Brasileiro é notável. Na liderança há 15 rodadas e com cinco pontos de vantagem para o Flamengo, segundo colocado, o Verdão tem nos bastidores um torcedor que transborda nervosismo. A frieza de um jogador que contrasta com o estilo impaciente de um palmeirense ilustre: Fernando Prass.
O jogo contra o Internacional, neste domingo, às 17h (horário de Brasília), na arena, marca um turno completo da equipe sem o ídolo. Foi na vitória por 1 a 0 sobre o Colorado, pela 15ª rodada da competição, que Prass fez a última partida antes de se apresentar à seleção brasileira olímpica. Durante treinos para os Jogos Olímpicos do Rio, ele machucou o cotovelo direito.
Mais de três meses e uma cirurgia depois, o goleiro conversou com a reportagem do GloboEsporte.com sobre o processo de recuperação. Na próxima semana, ele passará por uma nova consulta para saber se ainda há esperança de jogar ou voltar a treinar sem restrições ainda neste ano.
– Se eu puder voltar semana que vem, volto semana que vem. Se puder voltar em janeiro, volto em janeiro. Óbvio que meu plano ideal é voltar o quanto antes, ao menos treinar neste ano para voltar zerado – disse.
Nos treinos, Prass vem dando um novo passo a cada dia. Embora ainda trabalhe sem quedas, para evitar impacto no cotovelo, o goleiro tem treinado com luvas e defendido chutes altos sem restrições. Se depender da persistência do jogador e do desejo da torcida, ele ainda terá oportunidade de contribuir em campo até o fim do torneio.
Leia a entrevista na íntegra:
GloboEsporte.com: seu último jogo foi contra o Internacional, no primeiro turno. Como foi ver todo esse processo do lado de fora do campo?
Fernando Prass: o Moisés estava me perguntando quando havia sido meu último jogo. Agora está fechando um turno. 19 jogos fora. Sempre é mais complicado ver de fora. Quando a gente tem dificuldade com resultados, é mais complicado ainda. Esta fase final é muito tensa, com possibilidade grande de título. A ansiedade de quem está fora é muito maior. Quem está dentro de campo não fica afetado com essa ansiedade. É mais ou menos o que acontece com a torcida.
E você já sabe quando volta?
Só Deus sabe (risos). Minha recuperação é dia a dia. A cada dia avanço um passo, com bastante cuidado e responsabilidade para não ter de retroceder dois. Desde que eu comecei a trabalhar com bola, na terça-feira passada (25 de outubro), todo dia fiz um pouco a mais. Nesta semana a evolução foi boa. Agora tem mais uma semana até o retorno ao médico. Se tudo continuar evoluindo bem, em cima da condição clínica do meu exame, ele deve traçar o próximo passo. Nem ele tem como prever um retorno. Eu não quero voltar mais rápido, mas sim da melhor forma possível. Nem antes, nem depois. Dentro do prazo, cumprindo todas as etapas.
Há mais semelhanças ou diferenças em relação ao problema que você teve no cotovelo em 2014?
A lesão foi praticamente a mesma, mas a recuperação é totalmente diferente. Não só a lesão, mas o momento do clube também. Naquele ano estávamos lutando para não cair, agora estamos lutando pelo título. Isso me ajuda. Em 2014, eu corri alguns riscos. Era necessário. Eu treinava com muita dor, tomava uma carga de remédios absurda para aguentar e não me tirava toda a dor. Hoje é 10% daquela dor e sem nenhum remédio. Não é garantia de nada, mas são indícios muito bons.
Mesmo lesionado, você se manteve próximo do elenco, viajou para os jogos... Essa proximidade com o grupo é uma forma de participar diretamente na busca pelo título?
Uma das coisas mais difíceis da lesão é a parte mental. A parte física a gente trata. Eu sempre fui um cara muito ativo, não acostumado ficar fora. Uma das coisas que me faz muito bem é estar no dia a dia, com a cabeça ocupada, me sentindo útil de alguma forma, para o grupo e para mim mesmo. É um conflito. Ao mesmo tempo em que você sente felicidade de estar em contato, sente a tristeza de não pode estar fazendo o que os outros estão fazendo. Serve para amadurecimento.
Qual o estilo do torcedor Fernando Prass? Corneta, calado, agitado?
Em jogos muito mais decisivos, dentro de campo, eu não sentia pressão, nervosismo, aquela coisa. Fora de campo, o juiz apita, chutam a bola para frente, já fico nervoso. Tem uma ansiedade muito grande. Minhas reações dentro e fora de campo são totalmente opostas. Toda bola que chega perto da área do seu time, você tenta defender junto, chutar junto, conversar com os caras, mesmo que eles não te ouçam. Você não pode extravasar, isso que é complicado. Você fala, mas a incapacidade é total. Eu reclamo muito do juiz, mas fico tenso, me fecho e observo.
Estar do lado de fora e ver críticas ao time do Palmeiras em alguns momentos irrita mais do que quando você está jogando?
Me custa entender como um time que em 16 jogos perde um está em queda de produção. Só poderia ser melhor se ganhássemos todos. Isso sabemos que é humanamente impossível. Num campeonato de 38 rodadas, como é o Brasileiro, me cita um time que não teve oscilação, que manteve o alto nível e atuações exemplares em todas as partidas. O Palmeiras é alvo para todos os times. É mais complicado jogar numa situação assim. Cada um faz sua crítica, mas o importante é que a gente, dentro do clube, tenha uma análise consistente. Não adianta achar que está tudo errado. Tem de ter maturidade e frieza para filtrar coisas boas e ruins.
Mesmo não sabendo precisamente quando volta, você pretende jogar ainda nesse ano?
Se eu puder voltar semana que vem, volto semana que vem. Se puder voltar em janeiro, volto em janeiro. Óbvio que meu plano ideal é voltar o quanto antes, ao menos treinar neste ano para voltar zerado. Eu me daria por satisfeito treinando normalmente com o grupo até o fim do ano.
Do Palmeiras que você encontrou em 2013, quando foi contratado, para o Palmeiras que você está vendo e vivendo hoje... Mudou muita coisa?
Na segunda-feira eu encontrei o presidente (Paulo Nobre) aqui. Ficamos conversando e ele me disse: “Pô, e 2013, hein?”. Daquele grupo, tirando a equipe de apoio, acho que não tem mais ninguém, só eu e o Vinicius (Silvestre, terceiro goleiro). A transformação pela qual o clube passou foi absurda. Hoje temos uma condição de trabalho muito melhor, um grupo muito mais qualificado, uma estrutura melhor. Quando eu cheguei, em 2013, lembro que me hospedei ali na Rua Turiassu, e tinha vista para o estádio. Estava no primeiro anel ainda, sendo construído. Hoje é um dos melhores estádios do Brasil. Tínhamos oito mil sócios, hoje temos 130 mil. Estávamos na Segunda Divisão, hoje estamos lutando para conquistar o Brasileiro e ganhamos a Copa do Brasil.
É possível dizer que você chegou ao auge da sua carreira aqui no Palmeiras. Qual o diferencial nessa passagem vitoriosa pelo clube?
Eu sempre tive muita vontade de participar de algum projeto que fosse além de vir e jogar. Acho que no Palmeiras pude contribuir com isso. Cheguei na fase de reformulação, participei do começo, do meio e estou colhendo os frutos. Tenho um título (Copa do Brasil 2015), outro que está muito possível... Assim, as coisas têm um valor maior para mim. Por ter semeado, adubado e colhido da planta.
14010 visitas - Fonte: GE
acho q o palmeiras vai ser campeao em cima da chapecoense dai na ultima rodada ele joga pra erguer essa taça,pelo oq passo ate agora
seria muito bom pra ambos, tanto para Fernando Prass, quanto pra Jailson, o primeiro estaria muito feliz por estar voltando de contusão,o outro teria que fechar o gol muito mais do que já está fechando pra não perder a titularidade, com isso ganharia mais o clube e nos torcedores do verdão.
ten q voltar en Janeiro, deixa o Jaílson termina o brasileiro
Não Boa Galera sem Palavras o Prass é um Cara competente além de um bom Golero com bons Reflexos é ciente de sua situação e sim é fato que ele tem sim condições de treinar e levantar a taça do Brasileiro sua recuperação está nos surpreendendo.
seria uma falta de respeito com jailson