Um treinador tranquilo, moderno, afinado com os dirigentes, trabalhador.
E que precise provar estar pronto para comandar grandes clubes.
E não apenas médios, onde a cobrança é muito menor.
Eduardo Baptista acertou sua ida para o Palmeiras.
Aos 46 anos, o filho de Nelson Baptista será o substituto de Cuca.
Sua missão não é nada fácil.
Não repetirá o ex-treinador e prometerá em voz alta, para jornalistas e torcedores, a promessa de conquista do título desejado do ano. Ele apenas sabe qual é. Depois da Copa do Brasil, em 2015; o Brasileiro, em 2016; o desejo da diretoria palmeirense é a conquista da Libertadores de 2017. E a disputa do Mundial de Clubes.
Ele tem apenas dois anos como treinador. Trabalhou só no Sport Recife, Fluminense e Ponte Preta. Seus três únicos títulos foram com o Sport. Campeão pernambucano e da Copa do Nordeste, em 2014. E no ano passado, a taça Ariano Suassuna.
É uma brutal diferença em relação ao treinador que foi campeão da Libertadores e do Brasileiro, entre inúmeros outros títulos. Cuca tem 18 anos como técnico, nove vezes mais que Eduardo Baptista.
A escolha de Eduardo não fez disparar rojões no Palestra Itália. Muito pelo contrário. Há um ar de desapontamento. Se esperava um treinador consagrado para assumir o clube na busca da Libertadores. Reinaldo Rueda, campeão da competição neste ano, pelo Atlético Nacional, seria um grande nome.
Mas Paulo Nobre deixou muito claro a Mauricio Galiotte que não vale a pena entregar o clube a um treinador estrangeiro, que nunca trabalhou no Brasil. Há o medo de novo Gareca, argentino que não conseguiu se adaptar ao futebol nacional. E quase levou o time a novo rebaixamento. O trauma foi grande demais. O que acabou atingindo em cheio o competente Rueda.

Eduardo em um grande clube do futebol brasileiro só conseguiu ficar sete meses, antes de ser demitido. Sua passagem pelo Fluminense foi frustrante em todos os sentidos. Não se mostrou um grande comandante. Acabou engolido pelos medalhões do time. Se perdeu pela pressão. Acabou demitido sem piedade.
Roger, o plano B original do Palmeiras, também era inexperiente. Mas seu comportamento foi muito diferente ao ser pressionado. Enfrentou os jogadores, diretoria. Desistiu quando se percebeu sem apoio. Mostrou mais personalidade. As informações de bastidores pesaram para ser cobiçado pelo próprio Fluminense, Palmeiras e Atlético Mineiro, que o contratou.
A escolha de Eduardo teve um efeito colateral importante no Palmeiras. O pedido de demissão de Alberto Valentim. Ele tinha a certeza que seria o escolhido com a saída de Cuca. Mas Galiotte não quis se arriscar com um auxiliar. Entregar o elenco caro e que será reforçado, para um aprendiz, não empolgou os dirigentes. E Valentim decidiu ir embora. Não ficará em 2017.
Eduardo Baptista tinha contrato até dezembro de 2017 com a Ponte Preta. Mas não ficará. O clube até convocou uma coletiva hoje para divulgar sua saída. Nos oito meses que trabalhou na Ponte Preta, ele foi assediado por Corinthians e Grêmio. Disse não. Mas aceitou o campeão brasileiro de 2016.
A recepção morna ao nome foi algo impressionante.
No final da noite de ontem, quando a escolha vazou, a desconfiança dominou o Palmeiras. Não há confiança que Eduardo Baptista está pronto para tanta pressão. Só que a falta de opção melhor no mercado fez a escolha recair no filho de Nelson Baptista.
O Palmeiras se arrisca na sonhada Libertadores.
O resultado é totalmente imprevisível.
Eduardo Baptista é um treinador promissor, inteligente.

Mas absolutamente inexperiente.
E foi muito mal quando teve de enfrentar a tensão...
As cobranças de um dos maiores clubes do país.
Agora, assume o campeão brasileiro.
Com o nível de exigência o mais alto possível.
Com a sombra de Cuca ainda enorme.
Eduardo tem 16 anos como preparador físico.
Oito vezes mais do que como técnico.
Ainda não seria a hora para assumir um campeão Brasileiro.
E com a diretoria e torcida obcecadas pela Libertadores.
Por isso a reação que beira a decepção.
A aposta do Palmeiras é muito alta.
O campeão brasileiro, da Copa do Brasil, da Mercosul, tetracampeão japonês, bicampeão paulista, bicampeão pernambucano, campeão paranaense e goiano, com 31 anos de experiência, é outro Baptista.
Seu pai, Nelsinho...

51201 visitas - Fonte: Cosme Rímoli/R7
temos que acreditar nele e nossos atletas são inteligentes demais pra poder cair na vaidade e não respeita-lo.
Se a imprensa ficar pressionando o Eduardo Batista, nao vai dar certo mesmo ! Precisamos acreditar no trabalho dele . Se ficar comparando de tecnico fica dificil de ser campeao ! O Felipao e experiente em Copas , mas levou uma lavada da Alemanha , nem sempre os ditos medalhoes podem resolver ou ganhar um Campeonato !
Se os dirigentes sabiam que o cuca não ia ficar porque não procuraram outro tecnico a mais tempo perderam Abel Braga estava disponivel ate semana passada.Começou mal carecão.
tomara que de certo não devemos avaliar o trabalho dele ainda vamos dar um tempo
Mas ainda prefiro o Valentim
blá blá blá blá
Toda a análise é prematura. É depois Mattos provou mais acertos que erros
Ele fez um ótimo trabalho no Sporting Recife ano passado. Ganhou títulos e moral. O Fluminense que o abafou com senhor Fred e cia. Na Ponte Preta deu trabalho mesmo com um elenco fraco.
que Deus abençoe hoje é sempre o palmeiras éo Eduardo Baptista é a todos nós