Eduardo Baptista anunciou saída da Ponte na manhã de sexta (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)
Escolhido para suceder Cuca no Palmeiras, Eduardo Baptista terá um grande desafio pela frente em 2017. De saída da Ponte Preta, clube do qual se desvinculou nesta sexta, o novo técnico assume o Verdão em alta, com o título brasileiro ainda na memória dos torcedores e a Taça Libertadores da América como nova obsessão.
Reforços foram contratados pelo clube para o ano que vem, a base do elenco será mantida, mas a comissão técnica inicia o trabalho do zero. Alberto Valentim, que era auxiliar fixo e uma espécie de elo de ligação a cada nova chegada de treinador, pediu demissão após a confirmação de que Eduardo assumiria o comando.
Elogiado pela variedade tática nos treinos e considerado um profissional de conceitos modernos, estudioso, Baptista será o primeiro técnico da era Mauricio Galiotte – sucessor de Nobre, o novo presidente palmeirense inicia o trabalho no dia 15 de dezembro.
O GloboEsporte.com reúne aqui análises das passagens de Eduardo Baptista por Sport, Fluminense e Ponte Preta, os três clubes nos quais trabalhou como treinador, após ser preparador físico por 15 anos.
Visão da passagem pelo Sport – por Daniel Gomes, repórter do GloboEsporte.com
A carreira de Eduardo Baptista no Sport começou como preparador físico do seu pai, Nelsinho Baptista. No rubro-negro, iniciou a todo vapor: foi campeão da Copa do Nordeste de 2014, ainda como interino. Acabou efetivado. Na Série A, passou por altos e baixos - chegou a ficar oito jogos sem vencer. Mas a diretoria o segurou e deu a volta por cima. Um ano depois, foi tudo mais complicado. Perdeu o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste na mesma semana. Porém, mais uma vez com o apoio da diretoria, conseguiu se reerguer e virou sensação.
Eduardo começou a Série A muito bem, liderando por cinco rodadas e só perdeu pela primeira vez na 12ª partida. Depois, tudo começou a cair pelas tabelas. O Sport venceu mais uma vez na 14ª rodada e depois acumulou frustrações. Mesmo assim, Eduardo dava entrevistas dizendo que não queria deixar o clube. Ele se dizia um treinador de planejamento. No meio de uma pressão exacerbada da torcida, a diretoria o segurou mais uma vez. Uma proposta do Fluminense, naquele momento, foi o suficiente para Eduardo deixar o Sport sem nem ao menos avisar ao presidente. Nos bastidores da Ilha do Retiro, ele ficou mal quisto.
No retorno do treinador à Ilha do Retiro - na vitória do Sport por 1 a 0 sobre a Ponte Preta - Eduardo foi saudado pela torcida do Sport. E chegou a se emocionar, dizendo que aquele local era "a sua casa". Em um ano e sete meses, Eduardo Baptista acumulou 127 partidas, com 55 vitórias, 35 empates e 37 derrotas. Um aproveitamento de 53%.
Visão da passagem pelo Fluminense - por Hector Werlang, repórter do GloboEsporte.com
Eduardo foi contratado pelo Fluminense por decisão de Peter Siemsen, presidente à época. Foi o quarto treinador da temporada 2015 – Cristóvão Borges, Ricardo D e Enderson Moreira o antecederam. Por conta dos erros, a direção entendia que deveria apostar em um novo projeto. Fez contrato de dois anos.
O começo foi com derrota para a Ponte Preta, pelo Brasileirão. A equipe demorou a apresentar evolução. O auge do trabalho aconteceu na Copa do Brasil, ao eliminar o Grêmio, de Roger Machado, em Porto Alegre, e chegar à semifinal diante do Palmeiras, que seria campeão. Na época, houve reclamação de erros de arbitragem, tanto no Rio quanto em São Paulo, jogo marcado pela atuação de Fred machucado e eliminação nos pênaltis. Ficou, porém, uma boa impressão, especialmente pela defesa segura e ataque envolvente.
2016 começou nos Estados Unidos, com a pré-temporada e a Florida Cup. Diego Souza, pedido por Eduardo, foi contratado, era para ser o grande nome do time. Logo os problemas começaram a surgir. A participação de Ronaldinho Gaúcho no Torneio da Florida, acertada pela direção, uma ação de marketing, desagradou o técnico. A má campanha no Carioca, com risco de eliminação, gerou pressão. A falta de definição de uma escalação titular e de esquema acumularam má atuações. Foi demitido após perder para o Botafogo, em uma série de sete pontos ganhos em seis jogos do Carioca, sem episódio que determinou também a saída do então vice de futebol Mário Bittencourt.
Eduardo fez sua estreia pelo Fluminense na derrota por 3 a 1 para a Ponte Preta, pela 27ª rodada do Brasileiro 2015. No total, ele comandou a equipe em 26 jogos, com oito vitórias, cinco empates e 13 derrotas. Um aproveitamento de apenas 37,1%, o pior da era Peter Siemsen na presidência do Flu.
Visão da passagem pela Ponte Preta – por Heitor Esmeriz, repórter do GloboEsporte.com
A relação de Eduardo com a Ponte começou muito antes da apresentação como treinador, em abril deste ano. É de berço. Filho de Nelsinho, já cresceu dentro do clube acompanhando o pai, então lateral-direito da Macaca. Também iniciou a trajetória no futebol na base alvinegra, antes de ir trabalhar com o pai. De volta, chegou com a missão de recuperar a Ponte depois de um péssimo Paulistão, quando o time correu até risco de rebaixamento.
Amparado pela confiança da diretoria e a aceitação da torcida, cumpriu as expectativas e entregou a Macaca com a chance da melhor campanha da história do clube na era dos pontos corridos com 20 times. Foi uma campanha regular, que em nenhum momento teve ameaça de degola e ainda chegou a sonhar com Libertadores na arrancada do início do segundo turno.
Em campo, a equipe apresentava padrão tático e um estilo bem definido: marcação forte, bola no chão e saída em contra-ataque. Foi assim que encarou de igual para igual os principais clubes do Brasil. Contra o Palmeiras, por exemplo, teve uma vitória (em casa) e um empate (fora). No dia a dia, também tinha bom relacionamento com os jogadores e tratava todos funcionários e imprensa com educação. Teve lá sua teimosia e insistência com alguns jogadores, como Fábio Ferreira e Clayson, que irritava a torcida, mas deixou o clube com o saldo positivo e as portas abertas para retomar a parceria no futuro.
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esse não vai.
quando luxa veio pro palmeiras em 93 ele. tambem era novato e deu no que deu vamos aguardar so o futuro dira se vai. dar. certo ou nao
isso mesmo temos que da uma oportunidade para a geração de novos técnicos .
Ele foi bem no Sport e na Ponte, no Flu não é fácil, time sem estrutura e com muita pressão, no Palmeiras de hoje só não dá certo se for muito ruim
e foi por esse resultado que foi escolhido?? Só rezando....
pra contratar um medilcre desses ae melhor o luxa msm
Vamos ver quando ele comecar no proximo ano. Nao podemos dizer nada do o tempo dira se foi uma boa o ter trazido.
clube grande tem que ter técnico grande.
o novo presidente do palmeiras começou não vai dar certo este técnico logo vai embora