Que o casamento entre Palmeiras e Eduardo seja feliz

18/12/2016 20:40

Que o casamento entre Palmeiras e Eduardo seja feliz

Que o casamento entre Palmeiras e Eduardo seja feliz

Eduardo Baptista sempre deu trabalho como visitante no Allianz Parque



E não é que eu preciso fazer minha mea culpa e dizer que o Flavio Saretta acertou? "Anunciado" pelo ex-tenista cinco dias antes da conquista do título brasileiro, Eduardo Baptista foi confirmado oficialmente hoje como o novo técnico do Palmeiras, depois de pelo menos dez dias de espera, tempo suficiente para que o time e Cuca se despedissem com vitória do Brasileirão.



O contrato de um ano, até o fim de 2017, deixa claro que a confiança da diretoria no trabalho do jovem treinador não é das maiores - sentimento que é bastante compartilhado pela torcida. Há um sentimento geral de que não vai dar certo, em parte porque Eduardo fracassou em seu único trabalho num time grande, o Fluminense, em parte pela mágoa eterna do palmeirense com seu pai, Nelsinho. Ou também parte porque o palmeirense é conservador e apegado a seus ídolos, e Cuca se tornou definitivamente um deles após o título.



Sim, o elenco, Cuca e a torcida criaram um laço afetivo enorme após a conquista de título, especialmente pela forma sanguínea como foi a reta final, com vitórias sofridas de 1 a 0, críticas de parte da imprensa e milhões de corações no bico de cada chuteira.



Mas acabou a era Cuca foi linda, acabou no auge e agora é hora de desapegar.



Um lado, outro lado



Eduardo Baptista é um bom técnico. Fez excelente trabalho no Sport, onde nos deu um trabalho no cão: estava no banco dos pernambucanos na nefasta inauguração do Allianz Parque e no empate por 2 a 2 na Arena Pernambuco, no primeiro turno do ano passado, arrancado nos acréscimos e que nos deu uma baita ducha de água fria no que foi o melhor momento técnico do Palmeiras sob Marcelo Oliveira.



O bom desempenho no Sport o levou ao Fluminense, sua primeira chance num grande, onde fracassou - mesmo assim, vendeu caro a vaga na final da Copa do Brasil, que conquistamos à base de muito choro, ranger de dentes e princípios de infarto naquele chute do Fred no finzinho do segundo jogo. Chamado pela Ponte, conduziu um time num bom Brasileiro. Brigou quase até o fim por uma vaga na Libertadores e não perdeu para o Palmeiras, coisa que apenas outros Santos, Atlético-MG e Cruzeiro conseguiram.



Por outro lado, vamos combinar que Eduardo talvez só fosse a primeira opção lá dentro da diretoria - ou nem lá, já que parece ter havido uma sondagem a Roger Machado, que acertou com o Galo. Grande parte da torcida preferia a efetivação de Alberto Valentim, coisa que este blogueiro também chegou a defender, desde que com a permanência de Cuquinha. Hoje, pensando bem, não sei se seria boa ideia.



O Palmeiras notoriamente não é o lugar mais calmo do mundo para se trabalhar. Se por um lado espera-se que o título dê um pouco de calma às cornetas, a expectativa para 2017 é gigantesca. Em diferentes graus de ansiedade e sanidade mental, 100% dos torcedores sonham com o título da Libertadores e com a chance de disputar o Mundial de Clubes. E também o bi/deca brasileiro, se possível a Copa do Brasil, por que não o Paulista que não ganhamos há quase uma década?



Muita gente encherá a boca pra dizer que não está "nem aí para o Paulistinha" (denominação que você não lerá aqui), mas aposto que em 5 de fevereiro o Allianz Parque estará lotado para a estreia, contra o Botafogo de Ribeirão, e que qualquer resultado que não seja uma goleada será uma decepção. Sim, haverá quem disfarce paciência, que certamente não durará depois de uma eventual sequência de tropeços. Como sempre dizem os comentaristas, o Estadual não serve pra nada, a não ser para perceber que o técnico não serve. Será que precisa realmente ser assim?



Um pouco de história recente





Dez anos atrás, Caio Júnior chegou num contexto de carreira parecido com o do Eduardo hoje



Dez anos atrás, Caio Júnior foi chamado ao Palmeiras num contexto pessoal relativamente parecido. Técnico jovem, em ascensão, bons trabalhos em times medianos, havia acabado de colocar o Paraná na Libertadores. Já o Palmeiras vivia um momento desastroso, quase rebaixado (de novo) para a Segundona, alvo de piadas. Uma nova diretoria entrava, num curioso processo de ruptura com o mesmo presidente: Della Monica era reeleito, mas deixava Palaia de lado e se aliava com a turma de Belluzzo, Del Grande e Cipullo.



Com Caio, fizemos um Paulista mediano, eliminados antes das semifinais, mas ele foi mantido para o Brasileiro e conseguiu levar um time bem meia-boca (Caio Firulinha e Valdivia na armação, Max e Rodrigão no ataque) a brigar pela liderança até a metade do segundo turno e por uma vaga na Libertadores até a última rodada. Bastava a vitória contra o Galo, em casa, que não veio. A chateação pela derrota por 3 a 1 foi aplacada com o rebaixamento dos rivais, mas o tropeço custou o emprego de Caio e a chegada, mais uma vez, de Luxemburgo.



(Ironia do destino, Caio Júnior se despediu dos campos no nosso estádio, como coadjuvante de nossa festa - e eu juro que cheguei a pensar que ele seria uma boa opção, quem sabe a maturidade não teria chegado com essa campanha maravilhosa da Chape? Não teremos como saber.)



Enfim, o pedido: calma, caras!



É fato que a comparação acima pode ser ruim para Eduardo, visto que Caio Júnior não conseguiu se firmar de fato como um técnico de ponta, com passagens sem briho por Palmeiras, Botafogo e Grêmio, entre outros clubes. Mas ele merece crédito, tempo e que, como dez anos atrás, ignoremos eventuais maus resultados no Paulista.



Esqueçamos de Cuca: ele não vai voltar tão cedo e, mesmo que volte, não será a mesma coisa (como não foi com a volta de Scolari, como não foi com Kléber e Valdivia e, sim, com Cleiton Xavier). Esqueçamos que o pai de Eduardo teve uma passagem medíocre pelo Palmeiras, marcada mais pelo afastamento de Evair do que por qualquer resultado em campo.



Os tempos são outros, não são os turbulentos de 1991 ou os tumultuados de 2007. Somos os atuais campeões brasileiros, temos um elenco ótimo e reforços promissores estão chegando. Eduardo tem bons trabalhos no currículo e uma visão interessante sobre futebol - quase oposta à de Cuca, o que significa que o começo tende a ser turbulento.



O Palmeiras quer continuar a ser feliz. Eduardo Baptista quer ser feliz. Tem tudo para dar um ótimo casamento. Que assim seja.





Não deixem a sombra de Cuca pairar sobre o trabalho de Baptista


10818 visitas - Fonte: ESPN FC

Mais notícias do Palmeiras

Notícias de contratações do Palmeiras
Notícias mais lidas

Sai fora torcedor gambá, temos que apoiar o cara, cuca já foi, obgd e até logo, vamos ser campeão vamos ganhar tudo esse ano time bom elenco qualificado temos estádio um bom CT logística etc...

Não vai dar certo ! E muito time para ele!Era a última opção! Foi o que sobrou!Queriam Roger,mas dormiram de toca e o Atlético foi mais esperto!mas a realidade q que o maior erro foi deixar Cuca sair!nao acredito em problemas pessoais!acho que havia algum impecilho dentro do clube que deveria ter sido removido!antes perder metade do time e manter Cuca que formaria tudo de novo!sem ele o sonho acabou!ninguém é bom o suficiente para comandar o Palmeiras!

tenho certeza que vai dar certo forza batista

pra isso tem o campeonato Paulista obrigação chegar a final esse é um teste

Luxemburgo veio do Bragantino ninguém conhecia pegou o time do palmeiras na era Parmalat onde vários títulos .Vamos acreditar no Eduardo Batista hoje temos a Crefiza

não tem experiencia em libertadores e um bom técnico

Vc não mencionou q todo esse texto q foram técnicos chegaram em cima de turbulências,times sempre contestado fraco,e chegaram sempre apagando incêndios,hj não,chegou em um time campeão brasileiro,segundo na tabela da CBF,grupo excelente,chegando jogadores destaque respectivos em seu Times,Agora é hora se Sabe Pilotar uma Ferrari...por q tudo é Comando até agora dirigiu Fusca,quem sabe dirigir não se assusta com uma Ferrari.....

ótimo técnico basta entender de futebol pra perceber!

vamos dá uma chance,so se sabe quando tiver no comando

estamos juntos Eduardo vamos da crédito p ele é tempo p ele trabalhar ele é honesto muito bom

seja bem vindo Eduardo k Deus lhe abençoe sua caminhada seja OK vc é e será um excelente técnico eu acredito em seu trabalho. . .

eu quero ver meu verdão vencedor no ano de 2017 como foi nesse ano

final de fevereiro, será mandado embora

como foi com CUCA

acho que ele vai tirar de letra.
é um cara muito calmo e está capacitado pra dirigir o Palmeiras é conta com o Pai orientando caso necessite.
orientações do tipo mais psicológico, apesar de ele estar muito bem preparado.

não é técnico para Time grande

Enviar Comentário

Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado e logado no nosso site. Para se cadastrar, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui ou .
publicidade