Eduardo paga o preço de ser Baptista no Palmeiras

14/2/2017 15:32

Eduardo paga o preço de ser Baptista no Palmeiras

Eduardo paga o preço de ser Baptista no Palmeiras

Nelsinho e Evair chegaram quase juntos ao Palmeiras, em 91, mas tiveram destinos opostos



Assim que foi cogitado, o nome de Eduardo Baptista gerou burburinho entre os palmeirenses ainda empolgados pelo título brasileiro. “Técnico de time pequeno”, reclamaram uns. “Não tem experiência para a Libertadores”, cornetaram outros. “Filho do Nelsinho. Isso não vai dar certo”, cravaram muitos.



Se é inegável que o nome e a filiação ajudaram Eduardo a ganhar espaço no futebol, e não por acaso seu primeiro emprego foi no Sport em que o pai fez seu último grande trabalho no Brasil, com a conquista da Copa do Brasil de 2008, também não se pode esquecer que o peso de ser filho do homem que afastou Evair joga, e muito, contra o atual técnico do Palmeiras, ainda que ele fosse apenas um adolescente na época.



O Palmeiras vivia uma crise técnica e emocional naquele março de 1992. O acordo de co-gestão com a Parmalat ainda tomava forma, e dentro de campo o time pouco correspondia. Do grupo de heróis que tiraria o time da fila no ano seguinte estavam apenas Sergio e Marcos, goleiros bem reservas (o veterano Carlos era o titular e Ivan, o substituto imediato), César Sampaio e Evair.



E foi o Matador um dos que pagaram o pato por uma sequência de maus resultados. Após golear o São Paulo por 4 a 0, o time amargou três derrotas consecutivas, para Guarani, Vasco e Botafogo. No dia 26 de março, três dias antes de um clássico contra o Corinthians, Nelsinho resolveu afastar Evair, além de Ivan, do zagueiro Andrei e do ponta Jorginho. Alegou deficiência técnica, disse que o time praticamente não tinha mais chances no Brasileiro, naquele ano disputado no primeiro semestre, e afirmou que já estava preparando a base para o Paulistão – sem aqueles jogadores.



O técnico tinha chegado no ano anterior e levado o time até a segunda fase, na qual o São Paulo, vindo do grupo mais fraco, entrou com um ponto extra por ter melhor campanha. Guarani e Botafogo também estavam na chave. O São Paulo venceu o primeiro Choque-Rei por 4 a 2, mas perdeu pontos contra os times do interior, enquanto o Palmeiras venceu ambos duas vezes e chegou ao segundo clássico, na última rodada, precisando apenas de uma vitória simples para ir à final. Numa das maiores atuações de um goleiro da história do Morumbi, Zetti pegou absolutamente tudo e o Tricolor segurou o 0 a 0, avançando à decisão. Ao Palmeiras, restou esperar mais um ano na fila.





Eduardo precisa mostrar serviço como Eduardo, e não pagar pelos pecados do pai



Mesmo com a eliminação, Nelsinho foi mantido para 1992, mas o mau começo de Brasileiro o fez balançar no cargo e então ele tomou a iniciativa que o queimou eternamente com a torcida. O técnico ainda ficou mais alguns meses no cargo, mesmo com a eliminação precoce no Nacional, e deu lugar a Otacílio Gonçalves, o Chapinha. Ao todo, Nelsinho comandou o Palmeiras em 80 jogos, com 42 vitórias, 18 empates e 20 derrotas. Estava no banco em pelo menos um jogo histórico: a vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, gol de Paulo Sérgio, em 25 de abril de 1992, no velho Palestra, a primeira partida com a camisa listrada e em tom verde claro com o patrocínio da Parmalat.



Mas a lembrança que o torcedor palmeirense mais guarda é o fato de que ele afastou Evair, Ivan, Jorginho e Andrei. Os quatro só foram reintegrados com a chegada de Chapinha. Ivan nunca mais voltou a ter chances no gol do Palmeiras e, depois de se aposentar, virou auxiliar técnico de Dorival Junior no Santos de Neymar. Andrei, famoso pelos chutes fortes, nunca se tornou o grande zagueiro que todo mundo esperava e ganhou mais fama por ter apanhado de Romário num jogo em que o Fluminense levou 6 a 0 do São Paulo, em 2002. Jorginho virou um técnico de relativa fama, foi auxiliar e interino no Palmeiras e se tornou protagonista da história alternativa segundo a qual Muricy Ramalho nunca foi contratado e com ele o Palmeiras foi campeão brasileiro de 2009.



Nelsinho voltou à história palmeirense como coadjuvante do título de 1993, quando treinava nosso freguês preferencial e viu de lugar privilegiado Evair acabar com o jogo, com o Corinthians e com a fila. Voltou a ganhar títulos, mas ficou também marcado pelas goleadas: com ele no banco, o São Paulo levou 7 a 2 da Portuguesa em 98 e 7 a 1 do Vasco em 2001, enquanto o Santos apanhou de 7 a 1 do Corinthians em 2005.



E hoje Nelsinho aparece no Palmeiras como um fantasma que ajuda a ampliar as críticas (muitas deles merecidas, é fato) a seu filho. Se em qualquer time Eduardo Baptista precisaria de muito trabalho e excelentes resultados para subir de patamar como treinador, aqui esse trabalho é dobrado – e se ele aceitou o emprego sem imaginar isso, agora está bem consciente do tamanho do problema.



A nós, torcedores, cabe deixar de lado o passado e tentar manter a frieza na hora da análise. Eduardo, independentemente de seu sobrenome, deve ser criticado pelos seus erros e elogiado pelos seus acertos como técnico do Palmeiras. Nelsinho que continue em seu lugar no rodapé da história do clube.


10473 visitas - Fonte: ESPN FC

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Nelsinho Batista foi um dos piores treinadores do palmeiras, e o filho vai no mesmo caminho.

TÉCNICO FRACO!!! LUXEMBURGO LOUCO PARA DIRIGIR O PALMEIRAS E MUITO MELHOR QUE O EDUARDO BATISTA!

será que os jogadores o estão sabotando?

olha a fundo desta questão vejo que ele está perdendo o comando,o dudu declarou na imprensa que ñ gosta desse esquema o EB ele ñ se ajuda aí meu irmão pode pegar o boné.

Que a diretoria do Palmeiras não espere muitos jogos caso as vitórias não saiam para fazer a troca do técnico, e que saiba escolher realmente a dedo um técnico competente para uma equipe que desponta para grandes vitórias.

discordo dessa tentativa de comparação; o Eduardo peca por não ter comando em grandes equipes e por isso não consegue se quer implementar seus conceitos teórico... no comando de uma grande equipe isso e fundamental.. tem que ter o grupo

Acho tem coisa melhor pro verdao

O pai dele já é ruim imagina esse daí

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