O técnico Nelsinho Baptista foi pressionado pela torcida do Palmeiras, em 1992
"Bem ou mal, o técnico Baptista será mantido".
A frase acima foi dita pelo presidente do Palmeiras para defender o técnico alviverde das críticas de torcedores e conselheiros após um início de temporada irregular. Mas, engana-se quem pensa que ela foi para Eduardo Baptista. A frase é de 1992 e foi para o pai dele.
Há 25 anos Nelsinho Baptista, então com 41 anos, iniciava uma nova temporada como técnico do Palmeiras, mas, com apenas uma vitória, um empate e três derrotas, sofria críticas. A desaprovação vinha das arquibancadas, mas também do conselho alviverde.
O então presidente Carlos Facchina Nunes tentava acalmar os ânimos. A frase acima foi publicada nos jornais da época após a equipe perder para o Bragantino por 1 a 0.
"O time ainda não está entrosado e é natural que tenha resultados negativos no começo do campeonato", acrescentou Facchina Nunes em entrevista aos jornalistas.
Nelsinho estava no time alviverde desde junho de 1991, quando substituiu João Paulo Medina após fraca campanha no Campeonato Brasileiro. Ele foi o 31º técnico do Palmeiras no período do jejum de títulos, isto é, entre as temporadas de 1976 e 1993.
Apesar de jovem ele já era experiente e conduziu o arquirrival Corinthians à conquista do inédito título do Campeonato Brasileiro, em 1990. Havia muita expectativa.
No início do trabalho, Nelsinho chegou a comandar o Palmeiras em 11 amistosos até estrear no Paulista. Os cinco primeiros jogos no torneio foram muito bons: quatro vitórias e uma derrota. Mas aí começou a fase irregular do time.
Ficou cinco partidas sem vencer na sequência. Depois ganhou nove e classificou a equipe para a segunda fase, mas não conseguiu disputar a final. Caiu na semifinal para o São Paulo. Ali começou uma campanha contra o treinador.

Em 1992, Nelsinho Baptista dá entrevista para jornalista
Um novo Baptista
Aos 46 anos, Eduardo, filho de Nelsinho, enfrenta situação parecida com a do pai. Passados cinco jogos, o desempenho do time tem gerado críticas ao treinador.
Os resultados são até melhores do que os que foram obtidos pelo pai. São três vitórias e duas derrotas, mas mesmo nos triunfos o treinador não escapou das críticas. Parte da torcida não aprovou o desempenho contra o Botafogo-SP (1x0) e o São Bernardo (2 a 0).
O revés por 1 a 0 para o Corinthians na última quarta-feira, sendo que o Palmeiras atuou por 45 minutos com um jogador a mais, só fez aumentar a pressão no Allianz Parque.
A pressão estará presente neste sábado, quando o time jogará com a Ferroviária, no Allianz Parque, pela sexta rodada do Campeonato Paulista.
A diretoria alviverde tem defendido o treinador e dado respaldo para ele. Nos bastidores, o comentário é que Eduardo Baptista não corre risco de demissão.
As declarações de hoje são parecidas com as dadas por Facchina Nunes ao trabalho de Nelsinho Baptista há 25 anos: "Ainda não há entrosamento, peças importantes do time estão se adaptando e o treinador não corre risco de demissão".
Nelsinho Baptista resistiu no Palmeiras por 15 meses. Pediu demissão em 20 de agosto de 1992, após o time empatar sem gols com o Noroeste, no Palestra Itália, pelo Paulista. Saiu sob vaias e gritos de "timinho" por parte da torcida.
Naquela altura, o Palmeiras era o antepenúltimo na chave do Paulista. Nelsinho sofreu três derrotas seguidas e empatou. Ao se despedir, chegou a declarar para a "Folha de S.Paulo" que os torcedores que pediram sua saída do clube "eram covardes".
Começo de temporada difícil...
Os primeiros jogos do Palmeiras com Nelsinho Baptista, em 1992
Palmeiras 1 x 1 Atlético-MG
Internacional 4 x 1 Palmeiras
Palmeiras 3 x 0 Fluminense
Palmeiras 1 x 2 Flamengo
Bragantino 1 x 0 Palmeiras
Os primeiros jogos do Palmeiras com Eduardo Baptista, em 2017
Palmeiras 1 x 0 Botafogo-SP
Ituano 1 x 0 Palmeiras
Palmeiras 2 x 0 São Bernardo
Linense 0 x 4 Palmeiras
Corinthians 1 x 0 Palmeiras
Ficha técnica
PALMEIRAS X FERROVIÁRIA
Data: sábado, 25 de fevereiro de 2017
Local: Allianz Parque, em São Paulo
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli e Fabio Rogerio Baesteiro
PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos; Keno, Michel Bastos, Raphael Veiga (Guerra) e Dudu; Willian. Técnico: Eduardo Baptista
FERROVIÁRIA: Matheus; William Cordeiro, Patrick, Leandro Amaro e Léo Veloso; Flávio, Claudinei, Fabio Souza e Alan Mineiro; Capixaba e Elder Santana. Técnico: PC de Oliveira
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as críticas à esse técnico são verdadeiras.ontime não tem esquema tático. provou ser fraco.se perder na estreia da libertadores ele cai fora.
É o caso do ditado: Tal pai, tal filho. O pai já era uma merda, o filho parece pior!!!!!!!
Realmente vamos falar que o treinador não conseguiu escalar o time titular. Agora é manter estes jogadores e formar um time titular, o que dá pra fazer. PRASS, JEAN, MINA, VITOR HUGO, ZÉ ROBERTO, FELIPE MELO (THIAGO SANTOS), GUERRA, RAPHAEL VEIGA, TCHÊ TCHÊ (MICHEL BASTOS), DUDU, BORJA. Mantendo um time dá para conseguir algo.
tomara quee perca pra esse técnico sai logo
Enfiem as cornetas no cu bando de fdp...
Técnico não tem q ser amigo de jogadores não É.B. O cuca não era não.
lixo de tecnico!