Cuca não é mais o técnico do Palmeiras. Escrevo, sem nenhum medo de errar, que sem ele o clube não teria conquistado o Brasileiro do ano passado. Apesar das várias críticas, não é nenhum exagero dizer, que o técnico moldou a forma do time jogar.
Ele formou o time que foi campeão, no período que teve para trabalhar entre a eliminação do time do Campeonato Paulista e a estreia do time no Brasileiro. Mudou a maneira do time jogar e foi feliz em apostar na contração de jogadores como Tchê e Roger Guedes.
Não concordo que o time só vivia de chutões ou de laterais cobrados para área. O Palmeiras do ano passado, marcava muito bem, dava poucas oportunidades aos adversários, dificilmente tomava um gol em jogadas de bola parada e buscava jogar sempre com velocidade, tentando sair rápido da defesa para o ataque, em um momento que todos os times procuram ficar com a posse de bola e cadenciar mais o jogo.
Além de tudo isso, Cuca tinha um fora de série no time, o atacante Gabriel Jesus, que verdade seja dita, foi o treinador que achou o melhor posicionamento do atacante em campo.
Herói em dezembro, Cuca deixou o clube, alegando problemas pessoais. Voltou ao clube em maio, como unanimidade, mas na sua volta Cuca nunca foi o técnico do ano passado.
Sempre ficou claro que algo incomodava o treinador. Parece que ele sentiu que muita coisa tinha mudado no período que ficou fora. O confiante Cuca do ano passado, que cravou que o time conquistaria o Brasileiro do ano passado desde o início do torneio, não apareceu em 2017.
Sempre incomodado com alguma coisa, o treinador declarou que o elenco desse ano era o pior do que o do ano passado e confessou em algumas ocasiões que não conseguia definir um time ideal.
Ele até tentou mudar o clima, quando afastou Felipe Melo. Mas, não conseguiu ganhar o grupo com o ato. Também não conseguiu que alguns jogadores jogassem tudo que podem – nem os jogadores que ele conhecida do ano passado e muito menos os contratados para 2017.
Com time eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores teve que conviver com o “fantasma” do volante e precisou aceitar a reintegração do volante. Tentou motivar o elenco com pequenas metas no Brasileiro, o que também não deu resultado.
Acho que a saída de Cuca agora não se limita apenas ao mau desempenho do time no momento. Aliás, nessa segunda passagem do treinador, por mais que ele se esforçasse e trabalhasse, o time não evoluía, mesmo com longos períodos de treinamento.
Como estamos em outubro, a troca de treinador nesse momento também sinaliza de maneira clara que a direção do clube não tinha confiança que Cuca pudesse ser o comandante para armar um time competitivo para 2018.
Que esse planejamento seja bem realizado - aí é preciso que a direção não cometa erros -, pois nos últimos três anos o Palmeiras começou o ano com um treinador e precisou trocar de comando muito cedo. Em 2015 e 2016, as trocas deram certo de alguma forma e o time venceu a Copa do Brasil (2015) e o Campeonato Brasileiro (2016), mas em 2017 as mudanças no comando técnico não fizeram o time funcionar.
2517 visitas - Fonte: PeronNaArquibancada/GE
na verdade erraram no primeiro treinador,fraco, trouxeram um que foi campeão, mas, não montou boa parte desse time, um descompasso evidente, deu no que deu, o maior responsável? a diretoria ..ela acha que basta ter dinheiro...zero de planejamento
foi tarde, não deveria ter voltado
Isso mesmo esse cuca aí não era o cuca do ano passado pq não sabia como montar o time para jogar todo jogo ele fazia uma escalação diferente e os jogadores não se entrozava e principalmente os jogadores Miguel Borja e Alexrando Guerra não podem ser reservas tem que jogar todos os jogos que restam do brasileirão
muito dinheiro e pouco futebol ,faltou raça.