No entanto, há um “senão”: os cartolas esperam o recebimento de estudos para selarem a decisão de copiarem a Liga dos Campeões da Europa em mais esse quesito. A tendência é que a situação se resolva de forma definitiva na próxima reunião do conselho, prevista para fevereiro.
O encontro desta terça-feira, às vésperas do sorteio de Libertadores e Sul-Americana, teve uma apresentação conduzida pelo diretor comercial da Conmebol, o brasileiro Marcos Senna. Ele esteve acompanhando de executivos de uma agência parceira da entidade. Na ocasião, foram pontuados pontos a favor e contra a final única.
Para fortalecer a ideia de que é possível implantar a medida, foi citado na reunião o quanto os torcedores sul-americanos se engajam e se deslocam para acompanharem, in loco, eventos ligados ao futebol, como a Copa do Mundo.
Outro argumento que veio à tona foi a presença constante de clubes de massa nas finais, algo capaz de mobilizar torcedores, ainda que seja em curto espaço de tempo entre a semifinal e final.
Isso foi citado ainda diante do reconhecimento de que é preciso avançar em uma espécie de plano B para garantir a ocupação do estádio. E aí entrariam também os patrocinadores, fazendo ações promocionais e eventos na cidade-sede para atrair interesse. Exemplos da Liga dos Campeões, Super Bowl e outras grandes decisões são inspiração.
O presidente Alejandro Domínguez é defensor da ideia de final única. A CBF, representada no Conselho da Conmebol por Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, já se convenceu sobre o “sim” ao avanço do projeto. E, a não ser que dê zebra, a principal competição do continente terá mudança em 2019, ano justamente em que o novo contrato de TV entrará em vigor.
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