No domingo, com parte do cabelo pintada de roxo, o caçula mostrou que o carinho pelo time que o pai defende vai além. Ele entrou na onda da arquibancada na arena e engrossou o coro da já clássica versão adaptada dos palmeirenses para o momento em que é executado o Hino Nacional:
– Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras – cantou Pedro Henrique, antes de bater palmas, receber um beijo de Dudu e sair do campo em disparada.
Os "Duduzinhos", como foram apelidados os filhos do camisa 7, não foram os únicos a dar apoio. Quase todos os jogadores receberam a visita das crianças e das mulheres no fim de semana. No sábado, véspera do clássico, a comissão técnica autorizou que eles almoçassem com a família na Academia de Futebol.
– Na nossa profissão, a gente é um pouco ausente, sempre viajando. Vamos passar um período longe por vários jogos fora de casa. Foi muito legal, não atrapalhou em nada e só deu mais vontade de ganhar por essa pequenininha aqui – disse o zagueiro Luan, capitão da equipe no domingo, enquanto segurava Cecília, de dez meses de idade.
A nova maratona longe de São Paulo será em breve. Depois de receber o Cruzeiro na quarta-feira, pela primeira semifinal da Copa do Brasil, o Palmeiras emendará três partidas como visitante: Bahia (no domingo, pelo Campeonato Brasileiro), Colo-Colo (dia 20, pelas quartas de final da Libertadores) e Sport (dia 23, pelo Brasileirão).
Assim como no começo do mês passado, quando houve duelos com Bahia, América-MG e Cerro Porteño fora de casa, a programação não incluirá folgas, e sim viagens em sequência. Justamente por isso, a presença dos familiares dá novo ânimo ao elenco.
– Quem está com a gente, independentemente dos momentos, são nossos familiares. São eles que sofrem quando a gente chega em casa e não consegue uma vitória. Eles que estão do nosso lado dando força. Nos momentos bons, estão com a gente também – comentou o meio-campista Moisés, depois da vitória o Dérbi.
– Quanto mais pudermos estar juntos, eles nos fortalecem ainda mais. Nós sabemos que pela sequência de jogos, daqui a pouco vamos ter que fazer uma maratona, ficar nove, dez dias fora de casa. Foi bom tê-los do nosso lado, para dar mais força ainda para o jogo de hoje – concluiu o camisa 10, outro a levar a família na Academia de Futebol.
Internamente, o grupo também tem se tratado como família. Fruto de uma união que vem aumentando desde a excursão pela América Central, no meio do ano, e foi aflorada após a chegada do técnico Luiz Felipe Scolari. No domingo, depois de derrotarem o Corinthians, resultado que os manteve a três pontos da lideraça, titulares e reservas voltaram a se juntar em uma roda dentro de campo.
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Assim que chegaremos aos títulos. Parabéns.