O empate por 1 a 1 diante do Vasco, neste sábado, mostrou quanto é difícil encontrar no Palmeiras de hoje algum resquício da equipe sólida, que raramente sofria gol e tinha confiança para controlar qualquer partida, mesmo sem a bola. Atualmente, o time sente falta exatamente do que nunca conseguiu nesta passagem de Luiz Felipe Scolari: virar um jogo. E está pagando caro.
O que se viu no Allianz Parque foi um time sem a organização e a concentração de antes. Não à toa, está há cinco jogos seguidos sem vencer, o que não ocorria desde fevereiro de 2016, quando Marcelo Oliveira não encontrava qualquer padrão e acabou demitido no mês seguinte. Em 2019, o panorama coloca a liderança no Campeonato Brasileiro sob risco, pois o Verdão está só a um ponto do Santos, que recebe o lanterna Avaí neste domingo, na Vila Belmiro.
O palmeirense viu de perto, após quatro partidas seguidas fora de casa, um time sem a força de antes. Depois de 11 jogos consecutivos, o time sofreu gol no Allianz Parque - ficou a um de igualar a maior sequência da história do Palestra Itália. A marca, uma das poucas que restavam do segundo semestre, caiu com menos de três minutos, com Marrony superando facilmente Thiago Santos no corpo e pelo alto para abrir o placar.
É importante lembrar que todos esses números positivos foram construídos independentemente da escalação adotada por Felipão. Diversas vezes, foi usada uma formação como a deste sábado, repleta de reservas, com exceção a Weverton, Bruno Henrique e Dudu. O que faltou mesmo foi a confiança de antes. Está clara a influência negativa da eliminação na Copa do Brasil e do fim da invencibilidade de 33 rodadas no Campeonato Brasileiro.
Os mais de 37 mil pagantes não sentiram o golpe. Pelo contrário, apoiaram ainda mais. O time não se encontrava em campo. Bruno Henrique passou longe de ser quem comanda o time tecnicamente, e as alternativas ofensivas se limitaram ao esforço de Dudu. Arthur Cabral falhava tecnicamente e não se encontrava taticamente. Ainda assim, o empate saiu cedo, com Gustavo Scarpa convertendo pênalti aos 13 minutos.
E foi aí que fez falta o que Scolari não conseguiu implantar em um ano de trabalho: a capacidade de superação. O Verdão mostrou que não sabe mesmo lidar com grandes adversidades. Saiu atrás do placar pelo quinto jogo seguido, e segue sem virar sob o comando do treinador. Parece que fica tenso, esquece de qualquer superioridade técnica ou tática, erra como não costuma.
O segundo tempo até começou bem, foram 20 minutos no campo do Vasco, mas as chances que apareciam foram sendo desperdiçadas. O time reserva, com jogadores que ainda nem tinham iniciado partidas neste semestre, cansou, inexplicavelmente. A tensão venceu.
O Palmeiras chega a 27 pontos, isolado na liderança do Brasileiro, mas precisando que o Avaí, ainda sem nenhuma vitória no torneio, não seja vencido pelo Santos neste domingo. A próxima rodada da competição ainda é um clássico contra o Corinthians, em Itaquera, no dia 4. Entre os compromissos, a definição na Libertadores: na terça-feira, o Verdão evita a eliminação se empatar por 0 a 0 ou 1 a 1. É preciso se recuperar psicologicamente para isso.
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Felipão tem medo de ir pra cima do adversario só joga pensando na retranca esquece que o time pra ganhar tem que fazer gol e quanto mais melhor
Estava tão animado mesmo sabendo que esse time estava ganhando jogos na sorte pois nunca me convenceu agora vem esse tecnico ultrapassado e desatualizado quer nos convencer que existem bons jogadorrs mas nada de anormal sao jogadores medianos ganhando salarios de craques e o Felipão querendo falar em time a