Mano fala sobre "árbitro mal educado" e diz que VAR não tem que ter camisa

30/9/2019 08:20

Mano fala sobre "árbitro mal educado" e diz que VAR não tem que ter camisa

Técnico do Verdão questiona gol da virada anulado, cita não expulsão de Gabigol e fala de falta de "linha de conduta" no árbitro de vídeo

Mano fala sobre

Após o empate em 1 a 1 entre Internacional e Palmeiras, no Beira-Rio, o técnico do Verdão concedeu entrevista coletiva em tom de critica à arbitragem. Mano Menezes citou a falta de "linha de conduta" nas decisões do árbitro de vídeo, dando exemplos como a não expulsão de Gabigol no jogo entre Flamengo e São Paulo.



– Nós assistimos todos os jogos, uma hora é uma coisa e outra hora outra. Ontem vimos lance de cartão vermelho que o VAR não chamou. Todos chegamos na conclusão que era lance de cartão vermelho. Isso decide um campeonato. Não pode decidir campeonato porque vai ser ruim para a nova ferramenta que estamos implantando. O VAR não pode ter camisa, o VAR não pode ter pressão, o VAR não pode ter estádio. Tem que ter uma linha de conduta para que todos saibamos que tem que se comportar. Sabemos que não foi o caso dessa semana, ficou claro.



Mano Menezes falou sobre o lance do gol anulado de Bruno Henrique. Durante a jogada do gol, Willian sofreu a carga de Klaus, a bola bateu na mão do zagueiro e, segundo o árbitro, pegou na mão do atacante. Após revisão, Bráulio da Silva Machado anulou o gol.



– A bola bate na mão do zagueiro do Internacional e raspa na mão do Willian. Isso não tem dúvida, está claro na imagem para nós. Ele marcou, depois da revisão, a bola do Willian. O Willian, antes de a bola bater na mão dele, sofreu uma falta bem em frente à área. É muito complexo o lance, muito difícil. De maneira nenhuma foi voluntário o lance, e não é o lance de acabamento da jogada. Me parece que a regra nova fala que você não pode fazer um gol com a mão. Mas ao sofrer a falta e levar vantagem nisso não está escrito em lugar nenhum. É nítido que o Willian não tem intenção. A gente fica chateado porque há interceptações diferentes do VAR – disse Mano Menezes.



Willian, após a partida, também falou sobre o lance.



– Em nenhum momento eu senti a bola bater na mão – disse Willian.



Veja mais tópicos da entrevista de Mano

Sobre o empate



– Saímos com um gosto amargo. Poderíamos ter vencido, fizemos o gol para vencer. Os primeiros trinta minutos foi do Internacional, e em um jogo grande como esse precisamos jogar como na segunda parte. Aí poderíamos ter construído a vitória.



Sobre Bráulio da Silva Machado, árbitro da partida



– Esse árbitro não conversa com ninguém, e mal educado. Ele não deixa ninguém conversar com ele, para isso ele tem bastante autoritarismo, que somos contra. É lógico que nossa equipe ia ficar nervosa com a decisão dele. Isso ia acabar com uma reclamação mais exacerbada. Ele tem que ter sensibilidade para isso, ele sabe o que anulou, sabe o que significava esse gol. A partir do momento como esse tem que ter sensibilidade para as reclamações.



Sobre o VAR no Brasil



– Vamos deixar claro que não é uma questão do Beira-Rio. A reclamação tem acontecido de maneira geral. As decisões não estão sendo claras, e precisam ser. Claras para nós que participamos e para o torcedor, porque se não vamos desconfiar do VAR. Não podemos desconfiar. Segundo, fizemos alterações táticas no começo do segundo tempo. Estávamos perdendo o meio-campo, não conseguindo encaixar, aí você baixa muito o time no campo. Não tínhamos marcação e nem saída. Quando acertamos tivemos pressão sob o homem da bola, já induzimos o adversário a errar. Melhoramos um pouco mais. Era natural que a entrada do Willian desse um ganho pelo lado esquerdo, inclusive fez um gol muito bonito. A equipe foi se ajustando. Na primeira parte tivemos problemas táticos que tiveram que ser resolvidos.



Sobre estar suspenso para o próximo jogo



– Demorou, né? Pelo meu histórico. Tem outros bem a minha frente, já estiveram suspensos duas vezes. E já fizeram cinco vezes mais do que eu fiz, já brigaram na beira do campo, já teve treinador que deu tapa no rosto do outro jogador e não levou amarelo. Eu falei uma vez com o árbitro, só depois do gol anulado.



Briga pelo título



– Eu vejo a rodada da seguinte forma, analisando friamente a questão técnica. Mantivemos a diferença para o líder jogando fora de casa e empatando. Se manteve a diferença. O líder jogando em sua casa e empatando, e nós fora de casa e empatando. A gente sabe que o campeonato é feito de rodadas como essa. Às vezes o adversário pode aumentar a vantagem e você não deixa. Teremos muitas rodadas pela frente para tentar desmanchar essa diferença de pontos.



– Penso que ainda existem outras equipes que estão em posições capazes de ter uma reação. Nunca se sabe como um campeonato vai se desenvolver. Daqui a pouco pode nos desmentir. Quase que o primeiro turno do Palmeiras foi impecável, e as pessoas diziam que o Palmeiras seria campeão com folga. Mas voltamos para a disputa do título. Eu quero que a equipe siga assim. Nós temos que fazer a nossa parte. Um aproveitamento alto e um número de vitórias grandes, como estamos fazendo agora. Temos que manter isso.



Sobre a brincadeira com a torcida do Inter



– Foi uma brincadeira. Eles estavam brincando comigo que eu estava chorando, aí eu falei que vai chegar a hora para eles com lances semelhantes a esse. No meio da semana, o torcedor que estava me zoando provavelmente estava chorando com o lance do Guerrero.




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