18/4/2021 11:00

Palmeiras busca alternativas para calendário apertado e tenta reverter início de pressão

O sucesso esportivo na temporada passada, quando conquistou os títulos da Taça Libertadores e da Copa do Brasil, fez com que o Palmeiras tivesse que disputar títulos de duas competições logo no início desta temporada. Além dos jogos difíceis contra Flamengo e Defensa y Justicia-ARG, por Supercopa e Recopa Sul-Americana, respectivamente, o alviverde ainda tem de lidar com adiamento de jogos e remarcações de partidas por conta da pandemia de covid-19. O resultado é o acúmulo de compromissos.



Sem ter muito tempo para recuperar-se fisicamente após as derrotas nas finais para brasileiros e argentinos, o Palmeiras iniciou contra o São Paulo, na última sexta-feira, uma sequência que preocupa o técnico Abel Ferreira: 12 partidas em 26 dias. Se avançar no mata-mata do Campeonato Paulista até a final, então, serão 18 jogos em 42 dias, com direito a viagens ao Peru, à Argentina e ao Equador, além dos deslocamentos no Paulistão. Tudo isso começa na noite deste domingo, às 20h, contra o Botafogo-SP.


"Agora tem um desafio novo para mim também. Nunca na minha vida enquanto treinador tive tantos jogos seguidos. Já foi desafiante no ano passado e este ano temos um desafio muito maior. Meu desejo é não perder muitos jogadores por lesão, mas sei que vou perder. Não somos máquinas, fizemos três jogos com muita intensidade física e mental. Começamos a temporada com um jogo para decidir o título com o Defensa y Justicia, no meio desta Recopa tivemos a Supercopa, para decidir título, jogos de alta intensidade", afirmou Abel Ferreira, após a derrota para o São Paulo, por 1 a 0, na última sexta-feira (16), no Allianz Parque.


A verdade é que a dor de cabeça referente à maratona que se avizinha já começou para o treinador alviverde. Além de jogar o Choque-Rei com um time alternativo pelo desgaste das decisões da Supercopa e Recopa Sul-Americana, o técnico tem também as baixas de Breno Lopes e Gabriel Verón. Destaque do meio de campo do Palmeiras, Raphael Veiga é dúvida para a estreia na Libertadores, contra o Universitario-PER, em Lima. Gabriel Menino, Lucas Lima e Wesley são outros jogadores que inspiram cuidados e não têm presença garantida nas partidas da próxima semana.


Se não bastasse os problemas dentro de campo, o Palmeiras viu crescer, por conta da perda das decisões recentes e da derrota no clássico, um foco de pressão. Por enquanto ela surge somente de parte da torcida, mas aponta para a comissão e até para o comandante alviverde. "Acorda, Abel", foi o recado dos torcedores para o português, pichado nos muros do clube na madrugada de sexta para sábado.


Diante desse cenário, o time desta noite em Ribeirão Preto deve manter a estrutura do jogo com o São Paulo, com grande parte dos titulares sendo preservados para o confronto da Libertadores. Para o preparador físico Carlinhos Neves, que teve passagens vitoriosas por Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG e outros, é quase inevitável que o curto intervalo entre os jogos resulte em queda de desempenho, além de aumentar o risco de contusões.


"A questão fundamental aí é que quando a recuperação está incompleta, (o atleta) não consegue estocar glicogênio, que fica sempre baixo. Quando um atleta joga de duas a três vezes por semana, aumenta em seis vezes a possibilidade de lesão", afirma Neves.


O glicogênio armazenado nos músculos é a fonte de energia utilizada pelos jogadores em momentos de esforço prolongado. É o "combustível" que permite aos atletas manter o desempenho físico no nível mais alto.


"Quando o tanque está cheio, o jogador termina a partida inteiro. Durante o jogo, ele usa esse estoque inteiro. Quando chega com o tanque pela metade na próxima partida, o que acontece: se ele corre 11km por jogo, a média dele vai cair para 8km. E aí afeta a parte muscular. O jogador está seguidamente arrancando, freando, em todos os sentidos, então ele fica vulnerável, exposto, e pode ter mais lesões musculares", completa Carlinhos.


Para o preparador, a única saída é fazer o que Abel já tem feito: rodar o elenco. O Palmeiras, entretanto, contratou até agora apenas o volante Danilo Barbosa, muito elogiado pelo treinador após a estreia contra o São Paulo. O clube segue atrás de um atacante de velocidade, e o nome preferido para suprir essa carência é o do argentino Valentín Castellanos, que atua no New York City-EUA. Enquanto segue sem os reforços, Abel terá de olhar para o que já tem em busca de novas alternativas.


"Quem vai ter muita importância neste momento são os departamentos de fisiologia. Quem souber trabalhar com essas informações, será mais importante que o técnico em algumas situações", resume Carlinhos Neves.



Pelo menos com as categorias de base o Palmeiras poderá contar. Gabriel Menino, Gabriel Verón, Wesley e Patrick de Paula já são realidades. Rafael Elias e Victor Luis, que retornaram ao clube, também estão em alta com Abel Ferreira e podem ganhar espaço. Há no clube também uma nova leva de jovens, já considerada pronta para o profissional, com Garcia, Fabinho, Henri e Giovani.

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1260 visitas - Fonte: Uol Esportes

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Português, vc ja saiu da base, pode comecar a escalar os profissionais! Vsf.. so poe lixo pra jogar"

José Cândido     

O Abel é excelente técnico mais tá pilhado demais e atrapalha a equipa

Francisco Totolo     

o Abel é sim um bom e qualificado tecnico mas é muito chorão até parece que é so o PALMEIRAS que joga o Sao Paulo e os outros times tambem tem calendários apertados e nem por isso estão reclamando não é motivo pra chorar e só jogar bola coisa que o time não esta fazendo só jogou bem contra o Grêmio depois que veio do mundial de clubes e o Abel Ferreira sempre chorando a unica coisa que ele esta fazendo bem é levar cartões amarelo e vermelho por reclamações contra a arbitragens da a impressão que ele perdeu o grupo porque nao ha outra explicação do seu trabalho no Palmeiras eoando

Paulo Barbosa     

É muito mimi dessa impressa esportiva de merda, está com muita inveja do melhor tecnico do Brasil..

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