23/9/2014 07:42

Tragédia anunciada: os 10 erros que levaram o Palmeiras à lanterna

Clube perde jogadores importantes e, sem dinheiro, aposta em reforços que não trazem resultado; troca de treinadores também atrapalha

Paulo Nobre disse em junho: "Vai ser difícil ganhar da gente"... (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras)

Em junho, com o Campeonato Brasileiro paralisado para a disputa da Copa do Mundo, o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, foi à concentração do time em Atibaia, a 70km de São Paulo, para checar como andava a preparação para o restante da temporada. Na época, o então treinador Ricardo Gareca tentava implantar seu estilo. Animado, Paulo Nobre disse a frase que virou "meme" pouco tempo depois:

- Vai ser difícil ganhar da gente.
Nobre se equivocou. Desde então, o Palmeiras jogou mais 13 vezes no Brasileiro: ganhou duas, empatou duas e perdeu nove, sendo a última delas um vexame histórico (6 a 0 para o Goiás, no Serra Dourada), já com Dorival Júnior no lugar de Gareca.
A troca de técnicos é um dos sintomas mais claros de que o planejamento do clube para a temporada foi para o vinagre. Veja esse e outros dez aspectos da crise que levou o Palmeiras a segurar a lanterna do Brasileirão no ano de seu centenário:

Planejamento

Planejamento
A gestão José Carlos Brunoro contratou mais de 35 jogadores em menos de dois anos, gerando um imenso vai e vem no elenco. Peças importantes como Barcos, Henrique e Alan Kardec saíram, e quem chegou não mostrou a mesma qualidade. Assim, jovens da base foram promovidos às pressas, como João Pedro, Victor Luis e Renato. A diretoria atendeu também aos pedidos de Gareca (Tobio, Mouche, Allione e Cristaldo). Menos de dois meses após a chegada dos argentinos, o treinador foi mandado embora.

Reforços
Dos mais de 35 jogadores, a maioria não vingou. Bernardo, por exemplo, foi emprestado pelo Vasco, mas não se firmou, e a diretoria tentou repassá-lo para o Vitória - o acordo não foi fechado por um motivo simples: a Fifa proíbe que um jogador defenda três clubes diferentes num ano. E esse nem é o pior caso: lembra do lateral-esquerdo Paulo Henrique, contratado com fama de "ex-Menino da Vila"? Nem estreou e foi repassado para o América-RN. E tem ainda o "caso Bruno César", contratado em janeiro e que, até hoje, não conseguiu uma sequência de jogos.


Sem patrocínio na camisa há mais de um ano...
(Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)


Marketing
O Palmeiras não tem um patrocinador na camisa há mais de um ano. Marcelo Gianubilo, então diretor de marketing, tentou e não conseguiu arranjar um parceiro para estampar seu nome na camisa do Verdão - o que poderia gerar pelo menos R$ 20 milhões a mais em caixa por ano. Acabou sendo demitido.

Finanças
Sem dinheiro, o Palmeiras teve de recorrer a empréstimos em nome de Paulo Nobre para manter as contas em dia. São mais de R$ 100 milhões que já entraram nos cofres do clube com o presidente como fiador. Mas, quando teve de reforçar o elenco, o Verdão precisou do apoio de investidores para contratar Allione, Mouche, Leandro, Cristaldo...

Lesões
Muitos atletas se machucaram. Valdivia, Wesley, Wendel, Wellington, Allione, Lúcio, Victorino, Diogo, Eguren, Marcelo Oliveira... todos esses, em algum momento, passaram pelo departamento médico por conta de lesões musculares. Teve jogo em que o Palmeiras teve 12 desfalques por lesão. Aí complica...

Elenco
Antes renegados, jogadores como Wendel, Weldinho, Josimar, Mazinho e Juninho pintaram, do nada, como "soluções" dentro do elenco. Até fizeram uma ou outra boa apresentação. Mas, no geral, mais comprometeram do que ajudaram.


Valdivia, o craque do time, não joga...
(Foto: Ale Cabral / Ag. Estado)


Valdivia
O craque do time não joga. Foi vendido, mas não foi, tirou férias na Disney sem avisar ninguém, voltou fora de forma, se machucou no primeiro jogo e, quando parecia que iria embalar, acabou sendo expulso "de maneira idiota".

Goleiros
Com a lesão de Fernando Prass, Bruno assumiu a posição. Não foi bem e deu lugar a Fábio. Depois da Copa, Fábio começou a falhar e foi decisivo em diversos tropeços. Com o novato em baixa, Deola, que não jogava no Palmeiras desde 2012, retornou. E falhou. Enquanto isso, Bruno, que renovou em dezembro um contrato até dezembro de 2015, continua lá só treinando.

Falta de um padrão tático
A aposta em Gareca não deu certo. O último capítulo foi jogar com três atacantes, dois meias e um volante contra o Inter, um dos primeiros colocados - tática "kamikaze", que resultou em derrota no Pacaembu. Dorival entrou e ainda não conseguiu definir um esquema. Contra o Flamengo, montou uma escalação com quatro atacantes em campo e diversos meias no banco. O time só melhorou enquanto o Valdivia (meia) esteve em campo. Mas aí ele foi expulso...

Saudades de casa
O sonho da diretoria era inaugurar o Allianz Parque antes do aniversário de 100 anos, comemorado em 26 de agosto. Não deu. Alguns eventos serão realizados no novo estádio do Verdão como teste, mas ainda é incerto que o time jogue em casa neste Brasileirão. No Pacaembu, o Palmeiras não tem a mesma força que tinha no velho Parque Antarctica. No Brasileiro, foram três vitórias, dois empates e quatro derrotas no Pacaembu até o momento (aproveitamento de 40,7% dos pontos disputados).


Torcida do Palmeiras não abandona o time (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)



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