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RECORDAR É VIVER: Livro revela bastidores e memórias dos anos 70 do Palmeiras

Bicampeões na Espanha e lendas no Brasil: A verdade sobre os ídolos do Palmeiras nos anos 70

RECORDAR É VIVER: Livro revela bastidores e memórias dos anos 70 do Palmeiras

A lendária Segunda Academia do Palmeiras, montada nos anos 1970 sob a batuta do técnico Oswaldo Brandão, segue viva no imaginário alviverde como um dos esquadrões mais brilhantes da história do futebol brasileiro. Com nomes imortais como Ademir da Guia, Dudu, Luís Pereira e César Maluco, o time dominou o país com o título invicto do Paulistão de 1972 e o bicampeonato do Brasileirão (1972 e 1973).



No livro "Fragmentos de um sonho – A Segunda Academia do Palmeiras e o Torneio Ramón de Carranza", lançado pelo historiador Matheus Trunk em 2026, os bastidores daquele histórico elenco ganham detalhes inéditos sobre convivência, finanças e o prestígio internacional da época.





Identificação, entrosamento e conquistas na Espanha



A longevidade do grupo principal permitiu que o Palmeiras construísse um padrão de jogo quase tático e instintivo, reforçado pelo ambiente de camaradagem sem vaidades internas:




  • Fator identificação: Os atletas mantinham vínculos duradouros com o clube, gerando forte conexão com a torcida em um futebol pré-mercantilizado;

  • Vitrine europeia: O prestígio do esquadrão rendeu o bicampeonato do prestigiado Torneio Ramón de Carranza (1974 e 1975), na Espanha, disputado contra as maiores potências do futebol mundial;

  • Gestão de Brandão: O técnico Oswaldo Brandão equilibrava liderança firme e paternalismo, criando laços afetivos profundos com peças chave como o zagueiro Alfredo Mostarda.





A realidade financeira e a medicina dos anos 1970



Apesar da glória esportiva e da projeção global pós-Tri de 1970 da Seleção Brasileira, o cotidiano dos ídolos palmeirenses era distante da ostentação atual:



Conforme aponta a obra de Trunk, o salário de um artilheiro do porte de César Maluco na época equivaleria a cifras modestas para os padrões contemporâneos. Além disso, a precariedade da medicina esportiva e a ausência de comissões técnicas multidisciplinares abreviavam carreiras e deixavam sequelas físicas nos atletas após a aposentadoria.



E você, torcedor palmeirense? Considera a Segunda Academia o maior time da história do Palmeiras ou coloca a Era Abel Ferreira no mesmo patamar? Deixe sua opinião nos comentários!


Postado por - 210 visitas - Fonte: Verdão Web

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