TORCIDA EXIGE DEMAIS? Palmeiras vence na Libertadores, mas placar gera debate
Palmeiras vence a LDU por 1 a 0, domina com 28 finalizações e leva vantagem mínima para decidir a vaga na altitude de Quito.
O Palmeiras venceu a LDU por 1 a 0, abriu vantagem nas quartas de final da Libertadores e saiu de campo sem sofrer gols. Ainda assim, a sensação depois da partida não foi apenas de comemoração. Parte da torcida lamentou o placar apertado e cobrou maior eficiência da equipe, principalmente pela quantidade de oportunidades desperdiçadas.
A preocupação tem motivo: a decisão será em Quito, a aproximadamente 2.850 metros de altitude, onde a LDU tradicionalmente cresce de rendimento. Mas também é preciso colocar a cobrança em perspectiva. Estamos falando de Libertadores, um torneio difícil, de mata-mata, no qual vencer já é um resultado importante.
Palmeiras finalizou 28 vezes
De acordo com dados oficiais da Conmebol, o Verdão terminou a partida com 28 finalizações, contra apenas seis da LDU. Foi o maior número de chutes do Palmeiras em um jogo nesta edição da Libertadores.
Vitor Roque sozinho finalizou cinco vezes, quase igualando todas as tentativas da equipe equatoriana. Jhon Arias criou seis oportunidades para os companheiros, outro dado que mostra o volume ofensivo produzido pelo time de Abel Ferreira.
O problema esteve principalmente na conclusão. O Palmeiras chegou, pressionou, ocupou o campo ofensivo, mas conseguiu transformar toda essa superioridade em apenas um gol.
Goleiro da LDU também teve noite enorme
Nem tudo pode ser colocado simplesmente na conta de incompetência ofensiva. Gonzalo Valle, goleiro da LDU, teve atuação decisiva e evitou aproximadamente 2,3 gols, segundo as métricas divulgadas pela Conmebol.
Isso ajuda a explicar por que uma partida de enorme domínio terminou somente 1 a 0.
O gol palmeirense foi marcado por Agustín Giay, aproveitando o rebote de uma finalização de Vitor Roque. Foi justamente o primeiro gol do argentino pelo clube.
Ganhar por 1 a 0 na Libertadores é pouco?
A resposta exige contexto. A Libertadores não é um torneio fácil. Em um mata-mata continental, com adversários experientes e margem mínima para erro, qualquer vitória tem peso.
O Palmeiras venceu, não sofreu gol e levou vantagem para o segundo confronto. Com o 1 a 0, o Verdão poderá até empatar em Quito para garantir a classificação. Sob esse ponto de vista, não faz sentido tratar o resultado como algo ruim.
O problema não foi exatamente vencer por 1 a 0. Foi deixar escapar a oportunidade de construir uma vantagem maior diante de tudo o que o Palmeiras criou.
A altitude muda o tamanho do 1 a 0
Se a segunda partida fosse disputada em condições normais, talvez a vantagem mínima provocasse menos preocupação. Mas o próximo encontro será em Quito, a cerca de 2.850 metros acima do nível do mar.
A altitude provoca maior desgaste físico e é uma arma histórica da LDU. Por isso, chegar ao Equador com dois ou três gols de vantagem representaria um cenário muito mais confortável para Abel Ferreira.
Nesse sentido, é compreensível que o torcedor tenha saído com a sensação de que “faltou matar o confronto”. O Palmeiras teve chances para isso.
A cobrança precisa ter medida
Cobrar eficiência é legítimo. Com 28 finalizações e domínio durante boa parte da partida, o Palmeiras realmente deveria ter aproveitado melhor as oportunidades.
Mas existe uma distância grande entre lamentar as chances perdidas e transformar uma vitória em motivo para crise.
Libertadores é uma competição difícil. Mata-matas são decididos nos detalhes, e muitas campanhas campeãs são construídas com vitórias apertadas, capacidade de sofrer e inteligência para administrar vantagens.
Ganhar por 1 a 0 nas quartas de final não é vergonha, muito menos fracasso. Foi um bom resultado. O que ficou pequeno foi a vantagem diante do futebol apresentado pelo Palmeiras.
A régua ficou alta demais?
Existe ainda outro fator nessa discussão. O próprio sucesso do Palmeiras nos últimos anos elevou muito a expectativa da torcida.
O palmeirense se acostumou a disputar títulos, avançar na Libertadores e ver uma equipe extremamente competitiva. Quando vencer vira rotina, às vezes uma vitória simples começa a parecer insuficiente.
Isso também explica parte da pressão sobre Abel Ferreira e sobre o elenco. O torcedor sabe do potencial do time e, justamente por isso, cobra mais.
Nem acomodação, nem exagero
O equilíbrio talvez esteja no meio dos dois extremos. O Palmeiras não pode se acomodar com o 1 a 0, porque desperdiçou oportunidades e terá um desafio enorme no Equador.
Por outro lado, também não há motivo para ignorar que o time venceu uma partida de quartas de final da Libertadores, dominou o adversário e saiu sem sofrer gols.
Ganhar foi importante. Fazer apenas um gol foi pouco diante das chances criadas e da altitude que espera o Verdão na volta. As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo.
Quito dará a resposta definitiva
Agora, a discussão será resolvida dentro de campo. Se o Palmeiras controlar o jogo no Equador e avançar à semifinal, provavelmente as chances desperdiçadas no primeiro confronto serão rapidamente esquecidas.
Se a LDU conseguir reverter a eliminatória, naturalmente o 1 a 0 e as 28 finalizações voltarão à memória do torcedor.
Até lá, a vantagem é do Palmeiras. Curta, é verdade, mas conquistada em uma Libertadores onde ganhar nunca pode ser tratado como algo banal.
E você, torcedor: a cobrança é justa porque o Palmeiras deveria ter feito mais gols ou a torcida está exigindo demais mesmo depois de uma vitória na Libertadores?
Postado por
angeli
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594 visitas - Fonte: VerdãoWeb
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Não sei porque, um esquema com três zagueiros para jogar com a LDU em casa! Resultado disso: Transformamos um jogo fácil,num jogo difícil e que por pouco não terminou empatado! Esse 1x0 foi vergonhoso,tbm não perdoou o técnico por não mudar o time e o esquema durante o jogo! Agora, com esse mísero 1x0,tudo pode acontecer na altitude, até mesmo voltar eliminado! Quem viu o Palmeiras jogar em 22 e 23, não suporta ver tanta teimosia num time só e um futebol sofrível, que envergonha os torcedores.