Leila Pereira critica modelo associativo e clama por responsabilização no futebol
A presidente expressou sua preocupação
No contexto atual do futebol brasileiro, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, expressou suas preocupações sobre o modelo associativo durante sua participação no Confut, realizado no Rio de Janeiro. Em uma conversa com o público, ela abordou a necessidade urgente de responsabilização dos dirigentes, enfatizando que muitos tomam decisões visando apenas a manutenção do cargo, sem consequências adequadas para atos de gestão inadequados.
Leila Pereira destacou que, embora o Palmeiras seja uma associação, sua administração segue uma abordagem profissional, afastando-se de influências políticas. Ela enfatizou que a gestão do clube é orientada por critérios de competência, evitando práticas comuns entre dirigentes que priorizam interesses pessoais em detrimento do bem-estar institucional.
A presidente afirmou que a falta de responsabilização é um dos principais problemas do modelo associativo, citando exemplos de clubes tradicionais que enfrentam sérias dificuldades financeiras devido a administrações irresponsáveis. Para ela, a credibilidade é um aspecto crucial que está em falta no cenário atual do futebol brasileiro.
Durante o evento, uma questão levantada por Mário Braga, conselheiro do São Paulo, trouxe à tona a relação entre o modelo de gestão e o sucesso esportivo. Leila reconheceu que nem todas as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) são bem-sucedidas, mas argumentou que a estrutura de responsabilização que elas proporcionam é superior à dos clubes associativos, onde a impunidade é mais comum.
Ela também comentou sobre a resistência à transformação de clubes tradicionais em empresas, ressaltando que muitos conselheiros não estão dispostos a abrir mão do controle que exercem. A dificuldade em implementar mudanças estruturais é um dos obstáculos que os clubes enfrentam em sua busca por modernização.
Leila Pereira defendeu que, ao contrário dos presidentes de clubes associativos, os proprietários de SAFs assumem riscos financeiros, o que traz uma camada adicional de responsabilidade à gestão. Ela criticou a falta de fiscalização sobre as ações dos dirigentes, que muitas vezes utilizam recursos do clube em benefício próprio, sem serem questionados.
A presidente concluiu que muitos clubes associativos têm dirigentes que agem como "donos", mas sem as consequências que um verdadeiro proprietário enfrentaria. Essa situação, segundo ela, contribui para a crise financeira de várias instituições, que, ao contrário das SAFs, não possuem um modelo de responsabilização efetivo.
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cauê
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