Até R$ 170 milhões em risco: Palmeiras calcula prejuízo após veto federal às bets
Com veto do governo às bets, o Palmeiras corre o risco de perder até R$ 170 milhões anuais entre valor fixo e metas esportivas do patrocínio máster.
A canetada do Governo Federal contra as casas de apostas colocou o planejamento orçamentário do Palmeiras sob alerta máximo. Com a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proíbe as plataformas de apostas online no Brasil, o Verdão vê ameaçado um contrato milionário: são R$ 100 milhões fixos por temporada garantidos no peito da camisa, montante que pode saltar para até R$ 170 milhões anuais caso as metas de desempenho e conquistas esportivas sejam alcançadas.
O impacto atinge o núcleo financeiro da Academia de Futebol no momento em que o time disputa títulos e projeta receitas pesadas para os próximos anos. O clube alviverde ostenta o terceiro maior contrato do segmento na elite nacional, atrás apenas de Flamengo (R$ 220 milhões) e Corinthians (R$ 150 milhões). Ao todo, 14 das 20 equipes da Série A contam com bets no espaço nobre dos uniformes, somando uma dependência comercial direta de R$ 910 milhões.
Nos bastidores da Série A, a reação foi em bloco. O Palmeiras se uniu aos demais clubes em um manifesto conjunto contra a MP, classificando o corte repentino desse fluxo de receitas como um risco existencial para o futebol brasileiro. Hoje, um em cada três reais faturados comercialmente pela elite do país tem origem nesse setor — que injetou sozinho R$ 1,03 bilhão aos cofres dos clubes em 2025. Diante da publicação da medida, operadoras já começaram a notificar agremiações extrajudicialmente sobre a rescisão forçada dos acordos de patrocínio.
Pelo cronograma estabelecido pelo Ministério da Fazenda, as marcas têm até o dia 5 de outubro para recolher todas as ações publicitárias e retirar logomarcas estampadas em uniformes, estádios e painéis físicos ou digitais. Já na terça-feira, 6 de outubro, as plataformas saem do ar em definitivo em território nacional.
A diretoria palmeirense monitora os desdobramentos políticos e jurídicos em Brasília. Embora a MP entre em vigor de forma imediata, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade. Enquanto o governo prepara um Projeto de Lei com regime de urgência para tipificar sanções, a cúpula do Verdão calcula estratégias de contingência para evitar que a sangria financeira comprometa a competitividade esportiva da equipe.
Postado por
Enzo
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81 visitas - Fonte: Verdão Web
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Eu pergunto? É só o Palmeiras que será prejudicado? Claro que não, então os dirigentes busquem novos patrocínios e iniciem a partir de hj uma restruturação enxugando despesas,bichos altíssimos etc! Temos que ver que não será só o Palmeiras a sofrer esse revés financeiro! Analisando bem, será difícil tbm para os concorrentes! VMS administrar isso com sucesso e bola pra frente!