Palmeiras se antecipa a adeus da Sportingbet e mira novo patrocinador master; confira
Palmeiras define piso de R$ 60 milhões para substituir a Sportingbet após MP das bets. Contrato de até R$ 500 mi corre risco e gigante chinesa vira opção.
A Medida Provisória nº 1.394 assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou em xeque a permanência das casas de apostas no futebol brasileiro, e a cúpula do Palmeiras resolveu não esperar o desfecho de braços cruzados. Ciente de que a Sportingbet pode ter suas operações e publicidades travadas no país a qualquer instante, o departamento comercial do Verdão estabeleceu uma régua financeira clara: qualquer nova negociação pelo espaço máster da camisa alviverde terá como piso inicial a cifra de R$ 60 milhões.
A projeção de bastidores, apurada pelo jornalista Leonardo Barbieri, do portal Nosso Palestra, surge para evitar um vácuo financeiro desproporcional. O atual vínculo com a casa de apostas — firmado em 2025 para substituir a histórica parceria com a Crefisa — é um verdadeiro colosso contábil: são R$ 100 milhões fixos por ano, ajustados pela inflação, com gatilhos de premiação esportiva que podem inflar o montante a R$ 170 milhões por temporada. Ao longo dos três anos de vigência contratual (com opção de prorrogação por mais um), o acordo tem potencial de injetar mais de meio bilhão de reais no caixa palmeirense caso todas as metas sejam batidas dentro de campo.
Com o texto da MP proibindo de forma imediata a oferta, intermediação e publicidade de apostas esportivas de quota fixa em solo nacional, a rescisão do contrato virou uma possibilidade real enquanto a medida tramita no Congresso Nacional. A postura interna no clube, no entanto, é de cautela institucional: o rompimento não será precipitado antes da consolidação do cenário jurídico, mas as alternativas de mercado já estão sob análise minuciosa.
A diretoria não quer apenas tapar buraco; a exigência é atrair uma marca com apetite institucional para bancar o peso do clube no continente. Nesse xadrez corporativo, a montadora chinesa Leapmotor — que já estampa o uniforme alviverde com contrato vigente até março de 2028 — desponta como uma forte concorrente interna para subir ao espaço principal. A fabricante de veículos elétricos está em plena fase de consolidação no mercado consumidor brasileiro e teria na vitrine do Palmeiras uma alavanca continental imediata.
O setor automotivo, inclusive, não é terreno virgem no Allianz Parque. Em negociações recentes, multinacionais como BYD e Volkswagen chegaram a sondar o manto palestrino. Caso o distrato com a Sportingbet seja consumado, o Palmeiras voltará a colocar seu espaço mais valioso em leilão entre grandes corporações globais, mantendo a meta de preservar a solidez orçamentária do futebol profissional.
Postado por
Enzo
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