Para encerrar jejum, Zé Roberto cita preleção lembrando derrota na Vila
Na estreia do túnel em forma de porco, São Paulo encarou rival disposto a vencer de qualquer jeito
Oswaldo de Oliveira e seus jogadores passaram a semana minimizando o peso do jejum de dez clássicos sem vitória do Palmeiras, mas a última decepção em confrontos desse tipo foi lembrada na preleção. Zé Roberto até atrasou a entrada do time em campo para falar da virada sofrida na Vila Belmiro, há duas semanas, e motivou os colegas para a vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo.
“Demoramos para entrar em campo porque estávamos abordando algumas questões que tínhamos que pôr em prática. Foram abordados os dez minutos da Vila Belmiro e colocamos em prática não só 10 ou 20 minutos, mas 90”, contou o capitão, lembrando exatamente a atuação que teve só os primeiros minutos convincentes, quando Vitor Hugo abriu o placar.
Aquele desempenho incomodou, assim como a derrota por 1 a 0 para o Corinthians, em 8 de fevereiro, no primeiro clássico desde a reabertura do Palestra Itália. “Estava engasgado, até porque deixamos três pontos em casa contra o Corinthians e três contra o Santos.
A nossa postura foi de que precisávamos ganhar de qualquer maneira, e funcionou desde o início do jogo, as coisas fluíram naturalmente”, falou Zé Roberto.
O foco básico foi em não deixar nenhum aspecto de lado, como fez o Palmeiras dentro de campo. “É sempre importante colocar alguma coisa positiva para entrarmos com a mentalidade diferente. Os pequenos detalhes definiram o clássico”, analisou Zé Roberto.
“A vitória foi fruto de um time que trabalhou muito coletivamente na parte defensiva. Com mentalidade de lutar pelas primeiras bolas, de ser um time aguerrido, que entra com intensidade. Tivemos maturidade e mostramos o nosso potencial para jogar de igual para igual contra qualquer um.
Deu para sentir que somos um time forte. Mas, apesar de ter sido um jogo importante, não definiu nada”, completou.
A apresentação, ao menos, serve como parâmetro para Oswaldo cobrar seus comandados. “Temos que insistir para que isso aconteça repetidamente.
Nosso trabalho vai seguir nessa direção. Naquela vez, fiquei muito triste porque fizemos tudo o que precisávamos durante 15 minutos, mas não conseguimos manter e acabamos perdendo”, disse o técnico, ainda lamentando aquela virada em Santos.
Postado por Andreia Correia - 4455 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva
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