Transferência de Allan para o Manchester City gera crise jurídica no Palmeiras
A recente transferência de Allan do Palmeiras para o Manchester City desencadeou uma série de questões jurídicas que afetam diretamente o clube paulista. A situação se agrava devido a uma dívida de R$ 3 milhões contraída pelo Figueirense em 2018, a qual gerou complicações na liberação dos recursos provenientes da venda do atleta.
O Figueirense, que ainda detém uma pequena participação nos direitos econômicos de Allan, não quitou o empréstimo, o que resultou em uma venda do crédito para a M&F Investimentos em 2022. Desde então, a empresa tem buscado judicialmente recuperar o valor, que atualmente se aproxima de R$ 36,6 milhões, disputando a quantia que o Palmeiras deve repassar ao clube catarinense.
A relação entre a venda de Allan e a dívida do Figueirense começou a se desenhar em 2019, quando o jogador foi contratado pelo Palmeiras. Em 2025, o Verdão adquiriu mais 20% dos direitos do atleta, consolidando uma participação de 90%, enquanto o Figueirense manteve 10%. O acordo com o Manchester City, anunciado em agosto de 2026, estipula um valor de até 40 milhões de euros, mas a quantia efetiva a ser recebida pelo Palmeiras é inferior, com a diferença gerando confusão nas obrigações contratuais.
A principal obrigação do Palmeiras em relação ao Figueirense é repassar 10% do montante líquido recebido na transferência, além de uma bonificação de R$ 750 mil. Contudo, a penhora de R$ 5,96 milhões determinada pela M&F Investimentos em agosto complicou ainda mais a situação, já que o dinheiro a ser recebido pelo Figueirense se tornou alvo de diferentes credores, incluindo o Athletico-PR e credores trabalhistas.
Em resposta à complexidade do caso, a Justiça de São Paulo exigiu que o Palmeiras apresentasse documentos relacionados aos contratos firmados com o Figueirense, a fim de esclarecer as condições da transferência e os montantes a serem repassados. A juíza responsável pelo caso enfatizou a necessidade de detalhar a participação do Figueirense e os critérios de cálculo dos repasses.
É importante ressaltar que o Palmeiras não é réu na ação movida pela M&F Investimentos, que se dirige ao Figueirense. O Verdão apenas precisa apresentar as informações solicitadas pela Justiça, garantindo que quaisquer repasses futuros sejam realizados de acordo com as determinações legais. A continuidade da venda de Allan, portanto, está intimamente ligada a um cenário jurídico que remonta a anos anteriores à sua transferência.
Enquanto a situação se desenrola nos tribunais, o Palmeiras aguarda as decisões que irão impactar diretamente a destinação dos recursos provenientes da negociação. O clube se comprometeu a cumprir as ordens judiciais e a resguardar a confidencialidade dos contratos, à medida que busca resolver as implicações de suas obrigações contratuais com o Figueirense e os credores envolvidos.
Postado por
Leonardo Brasileiro Costa
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