Justiça exige que Palmeiras apresente contratos e repasses da venda de Allan
O Palmeiras foi intimado pela Justiça a apresentar a documentação detalhada sobre a venda do volante Allan ao Manchester City. A medida ocorre no âmbito de uma ação de execução movida pela empresa M&F Investimentos e Participações S/A contra o Figueirense, processo que se arrasta desde 2020. O clube paulista não figura como réu na ação, participando do processo apenas por deter os repasses financeiros aos quais a equipe catarinense tem direito pela negociação.
O Figueirense possuía 10% dos direitos econômicos do atleta. Em setembro, o Alviverde já havia informado à Justiça os parâmetros do negócio fechado em 40 milhões de euros (cerca de R$ 240 milhões na cotação da época), entre metas e valores fixos. A transferência definitiva foi selada por 37.416.960,00 euros, quitados em quatro parcelas anuais pelo clube inglês, além de uma bonificação contratual de R$ 750 mil que teve o repasse suspenso por determinação judicial.
A juíza Marcella Leal Restum determinou que o Palmeiras retanha os repasses devido ao conflito de credores, já que Athletico Paranaense e uma ação trabalhista também pleiteiam os recursos do Figueirense. Por solicitação do Athletico, a magistrada exigiu a apresentação dos contratos originais de aquisição do atleta em 2019 e da compra de 20% adicionais dos direitos em maio de 2025.
Confira os pontos em que o Palmeiras deverá prestar esclarecimentos detalhados em juízo:
- Comprovação de recebimento: confirmação do pagamento da parcela prevista para 2 de outubro de 2026 e o montante exato depositado pelo Manchester City;
- Dedução dos repasses: discriminação do valor líquido recebido e o cálculo correspondente à fatia de 10% pertencente ao Figueirense após descontos;
- Situação de bônus: detalhamento do status da bonificação de R$ 750 mil retida;
- Valores penhorados: relatório das quantias já bloqueadas em cumprimento às decisões anteriores.
O Palmeiras informou que aguarda a notificação oficial para cumprir as exigências judiciais, ressaltando que adotará medidas para resguardar as cláusulas de confidencialidade do contrato firmado com a equipe inglesa. A dívida executada do Figueirense junto à M&F Investimentos gira em torno de R$ 8,9 milhões, dos quais R$ 5,9 milhões já foram bloqueados pela Justiça de São Paulo.
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cauê
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108 visitas - Fonte: VerdãoWeb
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