Técnico do River revelou jogo armado entre uruguaios e argentinos em 2001
Juan Roman Carrasco, atual técnico do River Plate-URU, defendeu Uruguai como técnico e jogador (Foto: Divulgação/AUF)
Com um empate na última rodada da fase classificatória da Copa Libertadores, o Nacional garante a liderança do Grupo 2 e o Rosario Central se classifica às oitavas de final, acabando com as chances do Palmeiras. Curiosamente, Juan Ramon Carrasco, ex-jogador do São Paulo e atual técnico do já eliminado River Plate-URU, revelou em 2004 um suposto jogo de compadres entre Uruguai e Argentina, disputado há 15 anos.
Em 14 de novembro de 2001, na última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo 2002, as duas seleções jogariam no Estádio Centenário. A Argentina já estava classificada e o Uruguai brigava por uma vaga na repescagem com a Colômbia – com melhor saldo de gols, a Celeste tinha boas chances de seguir viva com um empate.
Com gols de Dario Silva e Claudio Lopez, a partida terminou empatada por 1 a 1 em Montevidéu. A Argentina, dirigida por Marcelo Bielsa, tinha atletas como Javier Zanetti, Juan Sebastian Veron e Juan Pablo Sorin. O Uruguai, comandado por Victor Pua, era defendido por Fabian Carini, Paolo Montero e Álvaro Recoba.
A Colômbia goleou o Paraguai por 4 a 0 e terminou com os mesmos 27 pontos do Uruguai, que se classificou para enfrentar a Austrália na repescagem graças ao melhor saldo de gols. Depois de perder por 1 a 0 em Melbourne, a Celeste ganhou por 3 a 0 em Montevidéu e garantiu vaga no Mundial dividido entre Japão e Coreia do Sul.
Victor Pua dirigiu o Uruguai até 2003, ano em que assumiu Juan Ramon Carrasco, com breve passagem pelo Atlético-PR em 2012 e atualmente no River Plate-URU. Em 2004, já depois de deixar o comando da seleção de seu país, ele garantiu que a partida de 2001 foi armada.
“Se não arrumassem esse empate com a Argentina, o Uruguai ficaria fora do Mundial pela terceira vez consecutiva. Aqui (no Uruguai), todo o mundo sabe que arrumaram para empatar, porque a Argentina já estava classificada”, disse Carrasco em entrevista à uma emissora de rádio.
A acusação causou grande polêmica na época e foi prontamente negada por atletas que disputaram a partida de 2001. Os uruguaios Fabian Carini e Richard Morales desmentiram a tese apresentada por Carrasco. Assim como os argentinos Pablo Aimar e Juan Pablo Sorin.
Quinze anos depois da fatídica partida, o Grupo 2 da Copa Libertadores pode terminar com um jogo de compadres entre uruguaios e argentinos, já que Nacional (9 pontos) e Rosario Central (8) duelam na última rodada. Com chances remotas, o Palmeiras (5) enfrenta o já eliminado River Plate-URU (3), dirigido por Carrasco.
Postado por Andreia Correia - 28437 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva
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