11/8/2017 15:08
Vazio, não triste ou revoltado. Foi assim que me senti quando Banguera, do Barcelona-EQU, defendeu o pênalti mal cobrado por Egídio que eliminou o Palmeiras nas oitavas de final da Copa Libertadores na quarta-feira, dia 9.
As lágrimas não-choradas com o resultado me vieram bem mais cedo, por volta das 20h40. Minutos antes, eu tomava cerveja com amigos em um bar que virou nosso ponto de encontro pré-jogo. Descemos juntos, pela Rua Cotoxó. Na Venâncio Aires, nos separamos. Eles foram para a direita, na direção da Rua Palestra Itália. Eu virei à esquerda, no rumo da avenida Pompeia, para chegar ao portão de acesso do setor Superior Norte, pela Francisco Matarazzo.
Ali, naquele quarteirão escuro, um nó se formou na minha garganta. Contê-lo, me dificultou a respiração. Tive de deixar a primeira lágrima escorrer para seguir em frente. Tentei me convencer de que estava chorando de emoção pelo jogo decisivo e tal. Não era.
Façam terapia, amigos. Fica muito mais difícil mentir para si mesmo, uma vez que você começa a se conhecer de verdade. Eu sabia que estava chorando porque o Palmeiras ia ser eliminado, por mais que tentasse me autoenganar.
Não era um choro de tristeza porque a derrota iria acontecer, mas sim porque ela iria ser justa, independentemente do que acontecesse no jogo. O Palmeiras errou todo o seu planejamento para a temporada. Pode-se até obter uma grande conquista com um time ou elenco limitado. Mas nunca vi alguém ganhar uma Libertadores com um planejamento malfeito. E, infelizmente, o clube errou seu plano para este ano.
O Palmeiras perdeu essa classificação há muito tempo.
Também não vou entrar no mérito da saída do Cuca. Informações deram conta de que ele se afastou para cuidar da esposa a tratar uma doença grave. Mas é evidente que o hiato da filosofia cuquista, ocupado por Eduardo Baptista, foi o grande problema do Palmeiras na temporada.
A troca de treinador fez com que o time abandonasse a proposta de 2016 e a diretoria trouxesse jogadores que Cuca não aprovaria. A começar pelas duas maiores contratações: Borja, um centroavante sem mobilidade e pouco inteligente taticamente, e Felipe Melo, um volante falastrão e lento para o estilo de jogo do time vencedor na temporada anterior.
Alexandre Mattos e Maurício Galliote, a ordem dos nomes não é essa ao acaso, precisam repensar o que fizeram neste ano. As críticas ao “quanto” foi gasto na montagem desse elenco, a meu ver, são menos importantes do que ao “como”. Mais do que gastar muito, o Palmeiras gastou mal. Dizer que é um absurdo o Egídio ser o melhor lateral-esquerdo desse elenco é chover no molhado, por exemplo.
Assim como o é dizer que o Palmeiras tem de catar os seus cacos e encarar o restante de Campeonato Brasileiro como fez no ano passado, lutando pelo título. Pouco importa a pontuação do Corinthians. O Palmeiras tem 19 rodadas para fazer o melhor turno de sua vida e ganhar corpo para 2018.
Para que no ano que vem, as nossas lágrimas sejam por vitórias ou por derrotas no gramado, nos 90 minutos, nos pênaltis, no calor do jogo. E não apenas por constatação, num canto escuro da Vila Pompeia, antes mesmo de a bola rolar.
Palmeiras: é pior o choro da tristeza ou a apatia da resignação?
Jailson, após defender o pênalti que levou a disputa para a série alternada
Passadas mais de 24 horas da eliminação, já é possível olhar para frente. A hora, Palmeiras, é de humildade institucional.
Mas antes de entrar nesse mérito, deixo no ar a pergunta: é pior o choro da tristeza ou a apatia da resignação?
Vazio, não triste ou revoltado. Foi assim que me senti quando Banguera, do Barcelona-EQU, defendeu o pênalti mal cobrado por Egídio que eliminou o Palmeiras nas oitavas de final da Copa Libertadores na quarta-feira, dia 9.
As lágrimas não-choradas com o resultado me vieram bem mais cedo, por volta das 20h40. Minutos antes, eu tomava cerveja com amigos em um bar que virou nosso ponto de encontro pré-jogo. Descemos juntos, pela Rua Cotoxó. Na Venâncio Aires, nos separamos. Eles foram para a direita, na direção da Rua Palestra Itália. Eu virei à esquerda, no rumo da avenida Pompeia, para chegar ao portão de acesso do setor Superior Norte, pela Francisco Matarazzo.
Ali, naquele quarteirão escuro, um nó se formou na minha garganta. Contê-lo, me dificultou a respiração. Tive de deixar a primeira lágrima escorrer para seguir em frente. Tentei me convencer de que estava chorando de emoção pelo jogo decisivo e tal. Não era.
Façam terapia, amigos. Fica muito mais difícil mentir para si mesmo, uma vez que você começa a se conhecer de verdade. Eu sabia que estava chorando porque o Palmeiras ia ser eliminado, por mais que tentasse me autoenganar.
Não era um choro de tristeza porque a derrota iria acontecer, mas sim porque ela iria ser justa, independentemente do que acontecesse no jogo. O Palmeiras errou todo o seu planejamento para a temporada. Pode-se até obter uma grande conquista com um time ou elenco limitado. Mas nunca vi alguém ganhar uma Libertadores com um planejamento malfeito. E, infelizmente, o clube errou seu plano para este ano.
O Palmeiras perdeu essa classificação há muito tempo.
Também não vou entrar no mérito da saída do Cuca. Informações deram conta de que ele se afastou para cuidar da esposa a tratar uma doença grave. Mas é evidente que o hiato da filosofia cuquista, ocupado por Eduardo Baptista, foi o grande problema do Palmeiras na temporada.
A troca de treinador fez com que o time abandonasse a proposta de 2016 e a diretoria trouxesse jogadores que Cuca não aprovaria. A começar pelas duas maiores contratações: Borja, um centroavante sem mobilidade e pouco inteligente taticamente, e Felipe Melo, um volante falastrão e lento para o estilo de jogo do time vencedor na temporada anterior.
Alexandre Mattos e Maurício Galliote, a ordem dos nomes não é essa ao acaso, precisam repensar o que fizeram neste ano. As críticas ao “quanto” foi gasto na montagem desse elenco, a meu ver, são menos importantes do que ao “como”. Mais do que gastar muito, o Palmeiras gastou mal. Dizer que é um absurdo o Egídio ser o melhor lateral-esquerdo desse elenco é chover no molhado, por exemplo.
Assim como o é dizer que o Palmeiras tem de catar os seus cacos e encarar o restante de Campeonato Brasileiro como fez no ano passado, lutando pelo título. Pouco importa a pontuação do Corinthians. O Palmeiras tem 19 rodadas para fazer o melhor turno de sua vida e ganhar corpo para 2018.
Para que no ano que vem, as nossas lágrimas sejam por vitórias ou por derrotas no gramado, nos 90 minutos, nos pênaltis, no calor do jogo. E não apenas por constatação, num canto escuro da Vila Pompeia, antes mesmo de a bola rolar.
Postado por Karin Mott - 3348 visitas - Fonte: ESPN FC
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Pra mim o unico culpado e o Presidente não precisava trocar tanto jogador si ganhamos um campionato, duvido si Paulo Nobre trocaria tanto jogadores no maximo compraria uns 4 jogadores
concordo com todos vcs amigos.mais o palmeiras ainda vai tomar esse titulo do corinthians. e o cara desse ano se chama moisés é nois palmeiras:
Para mim se montou um time no decorrer do ano e querendo que haja entrosamento. e muito estrelismo em campo....e pouca tática de jogo. o time vem melhorando com Cuca mas não o suficiente para ganhar título. E o Borja foi ilusão. <br /><br />
Se não fosse a Leila, o competentíssimo Nobre estaria colaborando.
Planejamento péssimo dessa diretoria fraca. E, para piorar, se afastaram do Nobre
O pior é a vergonha que nos torcedores passamos, foi criada tanta expectativa e não estamos ganhando nem no par e ímpar!!! vergonha!!!!
Concordo com você Danilo.<br />Agora todo mundo dizendo que o planejamento foi errado.<br />Todos nós sabemos que futebol é resultado. Quando ganha o planejamento estava certo , e quando perde o planejamento estava errado.<br />A verdade é que num campeonato/copa como a libertadores , disputada por 32 clubes , no final só um acertou no planejamento , aquele que foi campeão , os outros 31 fracassaram e erraram no planejamento.<br />Respeito as opiniões diversas , mas tem um monte de torcedor entrando na conversa da imprensa.<br />Pra finalizar só uma reflexão ...<br />Numa olimpíada um país leva uma equipe grande para disputar atletismo , por exemplo , apenas três atletas podem subir ao pódio , medalha de ouro , prata e bronze !<br />Pergunto !<br />Acertaram o planejamento só no caso dos atletas medalhistas , e erraram com relação aos atletas que não ganharam medalhas ?<br />Avanti Palmeiras !!!!
falar depois que errou é facil, pq antes ninguém falou que não ia dar certo! e agora vem falando que esta tudo errado vsf.