3/10/2019 09:28
Em trechos inéditos reproduzidos pelo GloboEsporte.com, Mano fala sobre seleção brasileira, a saída do Cruzeiro e também a presença dos técnicos estrangeiros no Campeonato Brasileiro – Jorge Jesus, no Flamengo, e Jorge Sampaoli, no Santos, dois dos principais concorrentes do Verdão na luta pelo título.
– A gente admira o trabalho e respeita o trabalho dos técnicos que vêm aqui e estão fazendo, como Jorge Jesus e Sampaoli. Para mim e para grande parte, não me interessa se o técnico é daqui ou não é, se é gaúcho, como falam... Ele é técnico. Penso que isso inclusive está mudando a referência momentânea do futebol brasileiro, e para melhor. Quando pessoas boas vêm, ajuda a melhorar – afirmou Mano.
– Mas não acho que estejamos tão defasados assim, é muito difícil trabalhar no Brasil e eles também estão vendo isso. Oscilações, mudança de jogador... Temos de respeitar também os técnicos brasileiros. Eu gosto da palavra respeito – completou.
Muricy Ramalho e Mano Menezes na Academia de Futebol do Palmeiras
Seleção brasileira
Mano Menezes já comandou a seleção brasileira. Depois da eliminação da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e a consequente queda de Dunga, Mano assumiu o comando da Seleção.
Em 2011 e 2012, o treinador conquistou o Superclássico das Américas, além da medalha de prata nos jogos olímpicos de Londres, em 2012. Em novembro do mesmo ano, após uma sequência de amistosos, Mano foi demitido do cargo. No papo com Muricy, o atual treinador do Verdão falou sobre o assunto.
– Claro que a gente fica chateado, todo o trabalho que não é completado sempre é frustrante, principalmente quando você já passou a pior parte e começa a entrar onde as coisas vão se encaixar. A decisão da diretoria na época, que não foi a que me contratou... Optaram por levar outros profissionais, também campeões, talvez a pressão da Copa no nosso país, pressão externa da mídia. Não é fácil em lugar nenhum. Fiquei chateado como qualquer outro profissional ficaria. A mágoa dura uns 15, 20 minutos. Uns 30 dias naquele caso (risos).
– Mas não penso nisso com aquela coisa de “quero voltar”. Não é obsessão não. Se um dia acontecer de receber o convite, vou pensar, como você pensou e não foi. Aí já com uma experiência de ter passado lá, saber como as coisas funcionam. Só sabe estando lá dentro.
Saída do Cruzeiro
Depois de conquistar duas Copas do Brasil e dois Campeonatos Mineiros pelo Cruzeiro, em três anos, Mano Menezes deixou o comando da Raposa após uma sequência de resultados negativos. O treinador falou com Muricy Ramalho falou sobre sua saída do time mineiro.
– O desgaste no Brasil é grande, existem trabalhos e trabalhos. Era possível continuar o trabalho no Cruzeiro, com os jogadores e no ambiente do dia a dia. Até fiquei emocionado, todos os jogadores do Cruzeiro vieram quando jogamos contra eles. Tomei iniciativa de conversar com as pessoas do Cruzeiro porque entendia que o momento precisava de uma mudança. Tenho um ótimo relacionamento com a direção, mas o futebol, na minha visão, precisa de resultado. À medida que o resultado para de vir, isso cria uma desconfiança no técnico mesmo, perde a confiança no trabalho e nas suas ideias. E o técnico não pode ter essa dúvida. Então achei que era a hora.
Confira a entrevista que Mano Menezes concedeu ao Muricy Ramalho
Comentarista do Grupo Globo entrevista técnico em dia de visita à Academia de Futebol
Em dia de visita de Muricy Ramalho à Academia de Futebol do Palmeiras, o técnico Mano Menezes não só apresentou as novas instalações do CT, mas também concedeu entrevista exclusiva ao comentarista do Grupo Globo (veja no vídeo acima).
Em trechos inéditos reproduzidos pelo GloboEsporte.com, Mano fala sobre seleção brasileira, a saída do Cruzeiro e também a presença dos técnicos estrangeiros no Campeonato Brasileiro – Jorge Jesus, no Flamengo, e Jorge Sampaoli, no Santos, dois dos principais concorrentes do Verdão na luta pelo título.
– A gente admira o trabalho e respeita o trabalho dos técnicos que vêm aqui e estão fazendo, como Jorge Jesus e Sampaoli. Para mim e para grande parte, não me interessa se o técnico é daqui ou não é, se é gaúcho, como falam... Ele é técnico. Penso que isso inclusive está mudando a referência momentânea do futebol brasileiro, e para melhor. Quando pessoas boas vêm, ajuda a melhorar – afirmou Mano.
– Mas não acho que estejamos tão defasados assim, é muito difícil trabalhar no Brasil e eles também estão vendo isso. Oscilações, mudança de jogador... Temos de respeitar também os técnicos brasileiros. Eu gosto da palavra respeito – completou.
Muricy Ramalho e Mano Menezes na Academia de Futebol do Palmeiras
Seleção brasileira
Mano Menezes já comandou a seleção brasileira. Depois da eliminação da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e a consequente queda de Dunga, Mano assumiu o comando da Seleção.
Em 2011 e 2012, o treinador conquistou o Superclássico das Américas, além da medalha de prata nos jogos olímpicos de Londres, em 2012. Em novembro do mesmo ano, após uma sequência de amistosos, Mano foi demitido do cargo. No papo com Muricy, o atual treinador do Verdão falou sobre o assunto.
– Claro que a gente fica chateado, todo o trabalho que não é completado sempre é frustrante, principalmente quando você já passou a pior parte e começa a entrar onde as coisas vão se encaixar. A decisão da diretoria na época, que não foi a que me contratou... Optaram por levar outros profissionais, também campeões, talvez a pressão da Copa no nosso país, pressão externa da mídia. Não é fácil em lugar nenhum. Fiquei chateado como qualquer outro profissional ficaria. A mágoa dura uns 15, 20 minutos. Uns 30 dias naquele caso (risos).
– Mas não penso nisso com aquela coisa de “quero voltar”. Não é obsessão não. Se um dia acontecer de receber o convite, vou pensar, como você pensou e não foi. Aí já com uma experiência de ter passado lá, saber como as coisas funcionam. Só sabe estando lá dentro.
Saída do Cruzeiro
Depois de conquistar duas Copas do Brasil e dois Campeonatos Mineiros pelo Cruzeiro, em três anos, Mano Menezes deixou o comando da Raposa após uma sequência de resultados negativos. O treinador falou com Muricy Ramalho falou sobre sua saída do time mineiro.
– O desgaste no Brasil é grande, existem trabalhos e trabalhos. Era possível continuar o trabalho no Cruzeiro, com os jogadores e no ambiente do dia a dia. Até fiquei emocionado, todos os jogadores do Cruzeiro vieram quando jogamos contra eles. Tomei iniciativa de conversar com as pessoas do Cruzeiro porque entendia que o momento precisava de uma mudança. Tenho um ótimo relacionamento com a direção, mas o futebol, na minha visão, precisa de resultado. À medida que o resultado para de vir, isso cria uma desconfiança no técnico mesmo, perde a confiança no trabalho e nas suas ideias. E o técnico não pode ter essa dúvida. Então achei que era a hora.
Postado por Gabriela Lucia dos Santos - 5508 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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