20/5/2020 10:31
Após uma dramática vitória por 2 a 1 sobre o Deportivo Cali, a Libertadores de 1999 acabou decidida nos pênaltis. A exemplo dos jogadores, os gandulas e maqueiros, posicionados na linha de fundo do lado oposto às cobranças, fizeram uma corrente. Assim que Zapata errou o quinto tiro, diferentemente dos outros palmeirenses que estavam no banco, Felipão foi o único que correu para a direita.
“Como estávamos ajoelhados, quando o Zapata chutou, não tínhamos ângulo para ver. Só soubemos que errou no momento em que enxergamos a bola batendo na placa. Aí, começou a festa. Em vez de correr para os jogadores, o Felipão saiu na nossa direção”, lembrou Leonardo Brancaccio, então maqueiro e segundo a abraçar o técnico. “Ele veio comemorar com a gente e foi algo realmente muito marcante”, completou, em 2018.
Chamado pelo primo para substituir um gandula que faltou em 1993, Leonardo começou por acaso e testemunhou os últimos 27 anos da história da Sociedade Esportiva Palmeiras da beirada do gramado do Estádio Palestra Itália, local em que concedeu entrevista à Gazeta Esportiva. “Os jogadores e técnicos, sempre que voltam ao Palmeiras, acabam nos reconhecendo”, contou.
Um dos vários que voltaram ao clube alviverde, Luiz Felipe Scolari comandou o Palmeiras rumo ao título do Campeonato Brasileiro 2018. Após o triunfo sobre o Vitória, na última rodada do torneio nacional, o já veterano gandula teve a oportunidade de dar um novo abraço no treinador, desta vez no gramado do moderno Allianz Parque.
Leonardo Brancaccio começou de gandula, passou a atuar como maqueiro após se desentender com o goleiro Zetti, então no Santos, e retomou o posto de gandula a partir da inauguração do Allianz Parque. Aos 57 anos, é gerente de vendas de uma gigante do ramo de entretenimento, mas não abre mão de seguir na beira do gramado, de maneira voluntária.
“Não fumo nem bebo, mas esse é meu vício. É quando posso esquecer um pouco dos problemas do dia a dia, uma válvula de escape. Tenho um filho pequeno e já pensei em parar para acompanhá-lo na arquibancada, mas, até por incentivo da família, continuo. Nada mais gostoso do que estar ao lado do seu time de coração. É algo que pretendo fazer até quando a saúde permitir, com o maior prazer, orgulho e honra”, disse.
Palmeiras, Gandula, Leonardo Brancaccio, Verdão, SEP
Você sabia? Gandula com 27 anos de Palmeiras foi um dos primeiros a abraçar Felipão em 1999
Luiz Felipe Scolari deu muitos abraços na noite de 16 de junho de 1999, data em que o Palmeiras conquistou a sonhada Copa Libertadores pela única vez em sua história. Um dos primeiros a celebrar o título com o técnico no gramado do antigo Estádio Palestra Itália foi Leonardo Brancaccio, há 27 anos no clube alviverde como gandula e maqueiro.
Após uma dramática vitória por 2 a 1 sobre o Deportivo Cali, a Libertadores de 1999 acabou decidida nos pênaltis. A exemplo dos jogadores, os gandulas e maqueiros, posicionados na linha de fundo do lado oposto às cobranças, fizeram uma corrente. Assim que Zapata errou o quinto tiro, diferentemente dos outros palmeirenses que estavam no banco, Felipão foi o único que correu para a direita.
“Como estávamos ajoelhados, quando o Zapata chutou, não tínhamos ângulo para ver. Só soubemos que errou no momento em que enxergamos a bola batendo na placa. Aí, começou a festa. Em vez de correr para os jogadores, o Felipão saiu na nossa direção”, lembrou Leonardo Brancaccio, então maqueiro e segundo a abraçar o técnico. “Ele veio comemorar com a gente e foi algo realmente muito marcante”, completou, em 2018.
Chamado pelo primo para substituir um gandula que faltou em 1993, Leonardo começou por acaso e testemunhou os últimos 27 anos da história da Sociedade Esportiva Palmeiras da beirada do gramado do Estádio Palestra Itália, local em que concedeu entrevista à Gazeta Esportiva. “Os jogadores e técnicos, sempre que voltam ao Palmeiras, acabam nos reconhecendo”, contou.
Um dos vários que voltaram ao clube alviverde, Luiz Felipe Scolari comandou o Palmeiras rumo ao título do Campeonato Brasileiro 2018. Após o triunfo sobre o Vitória, na última rodada do torneio nacional, o já veterano gandula teve a oportunidade de dar um novo abraço no treinador, desta vez no gramado do moderno Allianz Parque.
Leonardo Brancaccio começou de gandula, passou a atuar como maqueiro após se desentender com o goleiro Zetti, então no Santos, e retomou o posto de gandula a partir da inauguração do Allianz Parque. Aos 57 anos, é gerente de vendas de uma gigante do ramo de entretenimento, mas não abre mão de seguir na beira do gramado, de maneira voluntária.
“Não fumo nem bebo, mas esse é meu vício. É quando posso esquecer um pouco dos problemas do dia a dia, uma válvula de escape. Tenho um filho pequeno e já pensei em parar para acompanhá-lo na arquibancada, mas, até por incentivo da família, continuo. Nada mais gostoso do que estar ao lado do seu time de coração. É algo que pretendo fazer até quando a saúde permitir, com o maior prazer, orgulho e honra”, disse.
Palmeiras, Gandula, Leonardo Brancaccio, Verdão, SEP
Postado por Thiago martins De Almeida - 12174 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva
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