26/3/2021 13:50
O texto ainda não está pronto, mas ele terá que ser muito bem amarrado para não deixar brechas. Na prática, é uma imposição e isso, no Brasil, não costuma funcionar porque estimula a criatividade para burlar a regra. Já dá para vislumbrar clubes fazendo acordos para que os treinadores oficialmente comuniquem que pediram demissão - obviamente, caso estes ainda possam assumir outro trabalho. Ou contratem um técnico como "coordenador" e o auxiliar apenas assine a súmula. O velho "jeitinho".
Não adianta muito forçar trabalhos a longo prazo no país sem calendário que preveja uma pré-temporada decente, menos partidas de estaduais e respeito às datas FIFA. Ou alguém duvida que haverá técnico demitido ou muito pressionado porque o time caiu de produção com os desfalques por convocações? Se nada mudar nos calendários de FIFA e Conmebol, serão 19 jogos com esse tipo de interferência. Um turno inteiro!
A regra deveria partir dos clubes. Por convicção. Critério na contratação para não demitir por qualquer sequência de resultados negativos. O clube tem escola ou cultura de futebol? Se sim, o treinador se adequa a ela? A proposta de jogo encaixa nas características do elenco? Como é a gestão de grupo? Os atletas funcionam melhor com cobrança rígida ou um líder mais maleável? Se o clube precisa trocar mais de uma vez, o dirigente é que tem que ser questionado.
Na última edição, apenas os rebaixados Botafogo, Coritiba, Goiás e Vasco teriam ficado de fora dessa nova regra. O Fortaleza teve três treinadores, mas a primeira troca foi em função da saída de Rogério Ceni para o Flamengo. Primeiro Marcelo Chamusca, depois Enderson Moreira.
A tendência é que haja muitas trocas de técnicos pouco antes do Brasileiro. Talvez em todos, menos nos campeões estaduais. Quem sabe até nesses...Só não vai resolver o problema da instabilidade. A CBF ataca o sintoma e não a causa da "doença", que está na estrutura federativa que incha estaduais e inviabiliza qualquer trabalho com bases sólidas para durar. A "tentativa e erro" seguirá imperando.
#palmeiras #verdao #alviverde #treinadores #opiniao
[OPINIÃO] "Jeitinho brasileiro" vai driblar nova regra em troca de treinadores, atitude deveria partir dos clubes
O regulamento do Brasileiro em 2021 terá uma mudança importante: os clubes só poderão demitir o treinador uma única vez. Os técnicos também só terão uma chance de pedir demissão no mesmo campeonato. Caso haja a segunda dispensa, um auxiliar ou treinador das divisões de base, se estiver no clube há mais de seis meses, assume até o fim da competição.
O texto ainda não está pronto, mas ele terá que ser muito bem amarrado para não deixar brechas. Na prática, é uma imposição e isso, no Brasil, não costuma funcionar porque estimula a criatividade para burlar a regra. Já dá para vislumbrar clubes fazendo acordos para que os treinadores oficialmente comuniquem que pediram demissão - obviamente, caso estes ainda possam assumir outro trabalho. Ou contratem um técnico como "coordenador" e o auxiliar apenas assine a súmula. O velho "jeitinho".
Não adianta muito forçar trabalhos a longo prazo no país sem calendário que preveja uma pré-temporada decente, menos partidas de estaduais e respeito às datas FIFA. Ou alguém duvida que haverá técnico demitido ou muito pressionado porque o time caiu de produção com os desfalques por convocações? Se nada mudar nos calendários de FIFA e Conmebol, serão 19 jogos com esse tipo de interferência. Um turno inteiro!
A regra deveria partir dos clubes. Por convicção. Critério na contratação para não demitir por qualquer sequência de resultados negativos. O clube tem escola ou cultura de futebol? Se sim, o treinador se adequa a ela? A proposta de jogo encaixa nas características do elenco? Como é a gestão de grupo? Os atletas funcionam melhor com cobrança rígida ou um líder mais maleável? Se o clube precisa trocar mais de uma vez, o dirigente é que tem que ser questionado.
Na última edição, apenas os rebaixados Botafogo, Coritiba, Goiás e Vasco teriam ficado de fora dessa nova regra. O Fortaleza teve três treinadores, mas a primeira troca foi em função da saída de Rogério Ceni para o Flamengo. Primeiro Marcelo Chamusca, depois Enderson Moreira.
A tendência é que haja muitas trocas de técnicos pouco antes do Brasileiro. Talvez em todos, menos nos campeões estaduais. Quem sabe até nesses...Só não vai resolver o problema da instabilidade. A CBF ataca o sintoma e não a causa da "doença", que está na estrutura federativa que incha estaduais e inviabiliza qualquer trabalho com bases sólidas para durar. A "tentativa e erro" seguirá imperando.
#palmeiras #verdao #alviverde #treinadores #opiniao
Postado por Carlos E. dos Santos - 35934 visitas - Fonte: Uol Esportes
Mais notícias do Palmeiras
Notícias de contratações do PalmeirasNotícias mais lidas

Palmeiras encaminha contratação do lateral-esquerdo João Paulo
VALE TÍTULO! Palmeiras e Vasco devem lotar Nubank Parque em final do Brasileirão Sub-20
GOOOOOOOOOOOL DO PALMEIRAS! MAURÍCIO EMPATA O JOGO! 1 A 1 NO PLACAR!
Paulinho sofre mais uma grave lesão e fica fora por tempo indeterminado!
SUSPENSÃO DO MISTER! Abel pode pegar longa suspensão após chutar microfone no jogo contra o Mirassol
NEGÓCIO DE R$ 30 MILHÕES! Palmeiras avança por joia do Cruzeiro para o time profissional
Palmeiras aposta em Miguel Bilong como nova promessa após saída de Allan Elias para o City
Palmeiras encaminha venda de Riquelme Fillipi ao Inter Miami por valor milionário
TITULARES DE VOLTA! Retorno de reforços anima Palmeiras antes de duelos decisivos
3 TITULARES! Barboza, Piquerez e Arias reforçam Palmeiras contra o Santos na Copa do Brasil
CBF é uma vergonha...
Pura palhaçada! Autoritarismo, cadê a democracia? É o caboclismo!! CPF é uma vergonha!!
O ditador do futebol uma palhaçada kkk essa cbf