10/12/2019 15:50

Prass recebe placa e camisa emoldurada em homenagem após 7 anos de clube

O goleiro Fernando Prass, de 41 anos, atendeu a imprensa no início da tarde desta terça-feira (10) e se despediu oficialmente do Alviverde após sete anos – Prass foi contratado em 13/12/2012 e passou a atuar no time desde 2013. Antes de a entrevista começar, o goleiro recebeu das mãos do presidente Maurício Galiotte uma placa em homenagem aos serviços prestados e também uma camisa emoldurada com o número 1 (sua camisa no Alviverde).



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Na entrevista, o goleiro demonstrou seu profundo carinho pela agremiação esmeraldina e esclareceu que compreende a posição do clube em optar pela não renovação de seu vínculo – o contrato do arqueiro se encerra em 31/12/2019. “Se for por gratidão, por história e respeito, acho que isso não é o que leva um jogador a renovar o contrato ou a ficar no clube. Isso é muito bonito, mas o que faz o jogador continuar é o desempenho. Na minha análise, dentro de campo, eu correspondi. O Palmeiras tem um planejamento e, em minha avaliação, a minha situação de ficar ou não no Palmeiras foi muito mais administrativa do que propriamente técnica”, declarou o ídolo.

O eterno camisa 1 palmeirense relembrou momentos de glórias vividos com o manto palestrino, como os da conquista a Copa do Brasil de 2015 e os Brasileiros de 2016 e de 2018. Na Copa do Brasil de 2015, aliás, Prass foi o grande artífice da conquista, defendendo penalidade na disputa por penais diante do Santos, na decisão, e marcando o gol que deu a taça ao Verdão.

Também foi destacado pelo goleiro, em sua entrevista, o fato de sua chegada ter coincidido com um momento de reconstrução do Palmeiras: o Maior Campeão do Brasil disputava a Série B do Campeonato Brasileiro em 2013 e estava impossibilitado de jogar em sua casa, o Estádio Palestra Italia (que passava por uma grande reforma que culminaria na arena mais moderna do Brasil, o Allianz Parque, inagurada em 2014); além disso, a equipe quase amargou um rebaixamento em 2014 – o time escapou na última rodada do Brasileiro. Vale lembrar que, à época, a estrutura do centro de treinamento do Verdão também não era nem sombra do que é na atualidade.



Por essas e outras, o eterno guarda-metas pode considerado uma espécie de símbolo dessa reconstrução do Verdão. “O momento mais marcante foi, sem dúvida nenhuma, não só o pênalti, mas aquela final com o Santos. Quem vê só o jogo não entende o contexto... O contexto vem desde 2014, um ano em que tivemos muita dificuldade e uma rivalidade que se criou com o Santos. O título de 2015 (que valeu o título da Copa do Brasil), o jogo de 2016 (contra a Chapecoense, que valeu o título brasileiro), em que entro no lugar do Jailson depois de ter quebrado o cotovelo. E o momento mais difícil foi em 2014, sem dúvida nenhuma. Eu quebrei o cotovelo em jogo contra o Flamengo, na quarta rodada, e tive dificuldade pra voltar. Aquele momento foi o mais difícil, tanto pelo momento do clube como a dificuldade que eu tinha para poder treinar e jogar”, esses foram alguns momentos listados por Fernando Prass dentro de uma breve retrospectiva dentre os episódios que mais marcaram sua passagem no Maior Campeão do Brasil.

Aqui (no Palmeiras) não tem meio termo e, nesses anos, ficou provado isso. Existem as oscilações dentro do período, de vitórias, de derrotas e de cobrança. Então posso dizer que eu vivi também o oito ou oitenta na estruturação do clube. Peguei o clube em uma situação estrutural e financeira ruim e saio agora com o clube numa situação muito boa”, completou Prass.

MAIS SOBRE PRASS NO VERDÃO

Ao todo, foram 274 jogos, muitos momentos marcantes e um feito inédito nos 105 anos de clube: nunca um título alviverde havia sido conquistado com um gol de goleiro até a Copa do Brasil de 2015, quando o camisa 1 cobrou a última penalidade contra o Santos e garantiu a primeira taça da história do Allianz Parque.

Primeiro goleiro contratado pelo Palmeiras desde o paraguaio Gato Fernández em 1994, Prass chegou ao Palestra Italia em 13 de dezembro de 2012. Iniciou o ano de 2013 como titular, sendo um dos pilares do time na volta para a Série A do Campeonato Brasileiro, e seguiu como dono da meta palmeirense em 2014. A consagração veio em 2015, quando foi um dos grandes destaques na conquista da Copa do Brasil e se consolidou como o símbolo da reconstrução alviverde.

Convocado para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, sofreu uma grave lesão no cotovelo e, além de perder a chance de conquistar a medalha de ouro com a Seleção Brasileira, cedeu seu posto no Palmeiras a Jailson. Na partida que garantiu o eneacampeonato brasileiro ao Verdão, entrou em campo nos minutos finais e pôde sentir o gostinho de levantar mais um troféu pelo clube que aprendeu a amar.

Em 2018, perdeu espaço com a chegada de Weverton, justamente seu substituto nas Olimpíadas do Rio. Não por isso abaixou a cabeça. Ao contrário, continuou treinando com ainda mais afinco (inclusive nos próprios dias de jogos) e sempre esteve em plena forma à disposição da comissão técnica. Ao final do ano, comemorou mais um título brasileiro, o terceiro troféu nacional pelo clube.

Prass se despede do Palmeiras como o oitavo goleiro com mais partidas pelo clube na história (atrás apenas de Leão, Marcos, Valdir de Morais, Velloso, Oberdan, Sérgio e Gilmar) e o segundo que mais atuou no século (atrás apenas de Marcos, com 392). No total de atletas que mais vestiram a camisa alviverde, ocupa a 39ª posição.

Ficha Técnica

Nome: Fernando Büttenbender Prass
Posição: Goleiro
Naturalidade: Porto Alegre/RS
Nascimento: 09/07/1978
Altura: 1.91m
Camisa: 1
Jogos: 274



Clubes: Grêmio (1998-99), Francana-SP (2000), Vila Nova-GO (2001), Grêmio (2001), Coritiba (2002-05), União de Leiria-POR (2005-08), Vasco da Gama (2009-12) e Palmeiras (2012 a 2019)

Títulos: Campeonato Gaúcho e Copa Sul (1999), Campeonato Goiano (2001), Campeonato Paranaense (2004), Campeonato Brasileiro Série B (2009 e 2013), Copa do Brasil (2011 e 2015) e Campeonato Brasileiro (2016 e 2018)

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Nilson Severino     

Rinaldo, Nao concordo em dizer do Jailson. Quando Prass se contundiu ele garantiu a nossa meta. Jamais "mijou pra trás"

Na minha opiniao ele nao deveria sair mas foi a decisao dessa porra de diretoria do verde uma droga quem deveria sair tinha que ser jailson e alguns jogadores de merda que quando jogam mijao pra tras como se fossem mulherzinhas

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