Abel Ferreira transformou o sexto dia da 26ª Bienal do Livro em "arquibancada do Allianz Parque" durante participação no evento nesta quinta-feira, em São Paulo. O técnico se emocionou ao falar com o público, a maioria de palmeirenses que gritaram seu nome e o ovacionaram.
– Estou nervoso. Queria cumprimentar todos, independentemente do clube. Estou aqui como um admirador da leitura e um empreendedor. Quando queremos muito algo e lutamos, nós conseguimos. Com os meus pais, era inegociável não estudar. Treinava na terra e minha mãe me obrigava a sempre limpar o uniforme para seguir no futebol. Mas os estudos sempre foram algo inegociável em casa. Sempre estudei enquanto jogava futebol – disse Abel Ferreira, ovacionado pelas pessoas presentes.
O técnico do Palmeiras palestrou sobre o livro “Coração quente, cabeça fria”, lançado no início do ano, que conta bastidores do trabalho no Verdão, incluindo a conquista do bicampeonato da Libertadores.
A obra, com 405 páginas, foi idealizada pelo técnico e contou com relatos dos auxiliares Carlos Martinho, João Martins, Tiago Costa e Vitor Castanheira.
– Estive no Brasil em 2011, nunca pensei em vir trabalhar aqui. A vida tem planos para nós, aconteça o que acontecer estarei eternamente grato ao Brasil e toda família palmeirense. Quando cheguei fui muito criticado por não ter títulos. Ninguém foi antes de eu ser, todos nós trabalhamos e buscamos uma oportunidade. Muitas vezes ela não chega, mas Deus tem uma resposta para quem não atinge o que sonha. Quando pensei em vir para o Brasil e para o Palmeiras, sabia que seria a primeira vez que dirigia um time que brigaria por títulos. O Brasil abriu as portas, o Palmeiras acreditou em um treinador sem títulos, mas tudo é fruto de um clube estruturado.
Existe a previsão da publicação de um segundo volume contando bastidores da participação no Mundial de Clubes e do título da Recopa, além dos desdobramentos da atual temporada.
O livro de Abel Ferreira foi um dos mais procurados no espaço destinado aos títulos de autores ou personagens portugueses. A procura superou autores consagrados como José Saramago, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, entre outros.
O lucro com a venda dos livros está sendo doado para o Instituto Ayrton Senna e a ONG Amigos do Bem. Durante o evento, o técnico aproveitou para fazer um apelo em favor dos estudos.
– Fiz uma carreira boa no futebol e fui tirando meus cursos de treinador neste período. Jogava e havia sempre algo a fazer. Queria partilhar com vocês, quem tem filho e é jovem: por favor, não cometa o erro de deixar de estudar. Se vossos pais trabalham para dar esta facilidade, agarrem com unhas e dentes. Se há um conselho que posso dar nesta feira, que tem a ver com estudo, literatura e educação, agarrem a oportunidade com unhas e dentes – afirmou.
Abel Ferreira chegou ao Palmeiras no fim de 2020. Em 134 jogos no comando, conquistou 78 vitórias, 26 empates e sofreu 30 derrotas.
O português é campeão paulista (2022), bicampeão da Libertadores (2021 e 2022), campeão da Copa do Brasil (2020) e da Recopa (2022).
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Estudo, literatura e educação, os Cornetas Modinhas e Turma do Amendoim não gostavam de frequentar a escola, então desconhecem essas palavras.
Um exemplo a ser seguido pelos esportistas do Brasil. Tec ico competente, figura humana impar
Realmente Abel o seu livro e a sua postura como ser humano é fantástica, parabéns