Não é de hoje que a desconfiança de parte da torcida do Palmeiras foi superada por Marcos Rocha. Titular do time de Abel Ferreira, o lateral-direito se consolidou nas últimas temporadas como um dos destaques do time e nesta quarta-feira volta mais uma vez para casa, mas tentando ampliar sua história na Libertadores.
Às 21h30, no Mineirão, Palmeiras e Atlético-MG abrem disputa por uma vaga na semifinal da competição sul-americana. E o estádio representa muito na carreira do lateral.
Nascido em Sete Lagoas (MG), Marcos Rocha ganhou destaque nacional e espaço na seleção brasileira com a camisa do Atlético-MG. Foi no Mineirão que ele venceu a Libertadores pela primeira vez, em 2013.
Quase dez anos depois, retorna ao estádio com três taças no currículo e buscando manter o sonho de ser o primeiro brasileiro a conquistar quatro vezes o torneio.
Campeão nas edições de 2020 e 2021, o lateral viu sua história no Palmeiras se consolidar juntamente com o desempenho da equipe. Tanto que a procura por um novo lateral-direito, que já foi cogitada por algum tempo no clube, está fora da pauta alviverde.
No Palmeiras desde 2018, Marcos Rocha já enfrentou o Atlético-MG algumas vezes. No ano passado, por exemplo, ele levou a melhor contra o clube mineiro na semifinal da Libertadores, quando o Verdão avançou para a decisão após dois empates.
Na história do Galo, o lateral-direito mantém relação com o clube e até participou com amigos da compra de um camarote no novo estádio. A história com Cuca, por outro lado, é de altos e baixos.
O treinador foi o comandante atleticano no título da Libertadores de 2013. Mas, durante a disputa do Mundial, o atleta se incomodou com uma substituição e disse alguns xingamentos no saída de campo.
Na final de 2020, Cuca tentou impedir a cobrança rápida de um lateral e se envolveu em confusão com Marcos Rocha, o que resultou na expulsão do treinador, na época no Santos, poucos antes do gol do título palmeirense, marcado por Breno Lopes.
Na atual temporada, Marcos Rocha tem mantido regularidade de destaque. No total, foram 36 jogos até o momento, com os títulos do Paulistão e da Recopa Sul-Americana, além do vice do Mundial de Clubes da Fifa.
Ele também lidera a equipe em desarmes e ações defensivas e não foi titular em apenas um dos 36 jogos disputados no ano.
Na Libertadores, o lateral-direito é o único brasileiro a disputar o torneio por dez anos seguidos (dez vezes, desde 2013). Se participar da competição de 2023, ele se isolará entre os brasileiros e vai igualar o paraguaio Nestor Camacho, que jogou a competição sul-americana por 11 temporadas consecutivas.
No total, Marcos Rocha soma 217 partidas pelo Verdão e sete títulos: duas edições da Libertadores, duas edições do Paulistão e uma edição da Copa do Brasil, do Brasileirão e da Recopa Sul-Americana.
Palmeiras, 2022, Marcos Rocha, Libertadores
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Parabéns, ja o critiquei. Mais hj tenho de tirar o chapéu. A história tá aí, não mente .... Avante Palestra. E 2 x 0 pro verdão hoje.